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CIA violou normas internas sobre experimentações médicas em humanos

A agência de informações norte-americana CIA violou alegadamente as suas próprias normas sobre investigação médica com humanos durante os interrogatórios a suspeitos de terrorismo, publicou esta segunda-feira o diário britânico The Guardian.

Um documento interno divulgado pelo The Guardian confirma que a CIA se rege por uma norma, geral para este tipo de agências norte-americanas, que proíbe "promover, contratar ou conduzir investigações com sujeitos humanos", exceto quando estas integram as práticas recomendadas pelo Departamento de Saúde. (Arquivo)

Um documento interno divulgado pelo The Guardian confirma que a CIA se rege por uma norma, geral para este tipo de agências norte-americanas, que proíbe "promover, contratar ou conduzir investigações com sujeitos humanos", exceto quando estas integram as práticas recomendadas pelo Departamento de Saúde. (Arquivo)

© Reuters Photographer / Reuters

Um documento interno divulgado pelo jornal confirma que a CIA se rege por uma norma, geral para este tipo de agências norte-americanas, que proíbe "promover, contratar ou conduzir investigações com sujeitos humanos", exceto quando estas integram as práticas recomendadas pelo Departamento de Saúde.

No texto, a CIA detalha ao seu pessoal que práticas estão vedadas pela designada Ordem Executiva 12333, emitida em 1987, durante o mandato do Presidente Ronald Reagan, sobre "experimentações com humanos". 

Em particular, é sublinhado que qualquer pessoa submetida a práticas médicas deverá ter dado o seu consentimento prévio e atribui ao diretor da agência a prerrogativa de "aprovar, modificar ou desaprovar qualquer proposta em relação à investigação com sujeitos humanos".

Analistas consultados pelo The Guardian apontaram que os limites estabelecidos pela própria agência podem ter sido violados, pelo seu pessoal médico, durante os interrogatórios a presumíveis terroristas, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.  

Os médicos do designado Gabinete de Serviços Médicos da CIA estiveram presentes nessas sessões para aconselhar os agentes sobre a resistência física e psicológica dos sujeitos interrogados, de acordo com o relatório do comité senatorial de Informações, que revelou em 2014 as torturas praticadas pela CIA. 

Esta agência de informações, que não admitiu formalmente que tivesse havido tortura durante estas sessões, argumentou que a presença de médicos nos interrogatórios garantia que qualquer atuação era feita com rigor clínico. 

Em resposta à informação publicada pelo The Guardian, um porta-voz desta agência, disse que "a CIA manteve diretrizes internas que interpretam a Ordem Executiva 12333 de forma continuada desde 1987 até ao presente".
Lusa
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