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Primeiro julgamento no Vaticano por abusos sexuais começa a 11 de julho

O Vaticano anunciou hoje que o primeiro julgamento de um membro da Igreja Católica acusado de abuso sexual de menores começa a 11 de julho e que dois bispos norte-americanos foram demitidos por encobrirem crimes semelhantes.

© Alessandro Bianchi / Reuters

Jozef Wesolowski, antigo núncio (embaixador) na República Dominicana, é acusado de abuso sexual de menores enquanto desempenhava aquelas funções, entre 2008 e 2013, e de posse de pornografia infantil já em Roma, em 2013 e 2014.

O antigo arcebispo, 66 anos, foi discretamente afastado do cargo em 2012, depois de a hierarquia católica ter sido informada de que pagava regularmente a rapazes dominicanos por serviços sexuais.

Se for considerado culpado, Wesolowski pode ser condenado a uma pena de 6 a 10 anos de prisão.

Em junho de 2014, Wesolowski foi afastado da Igreja, mas permaneceu em liberdade até setembro de 2014, quando foi colocado sob prisão domiciliária.

Em comunicado, o Vaticano afirma que "as graves alegações" contra Wesolowski vão ser escrutinadas e, "se necessário", haverá recurso à "cooperação legal internacional para a avaliação da prova testemunhal" obtida na República Dominicana.

As autoridades dominicanas, com as quais o Vaticano afirmou cooperar estreitamente, identificaram pelo menos quatro rapazes vítimas de abuso pelo enviado papal.

O papa Francisco aceitou por outro lado hoje a demissão de dois bispos norte-americanos, o arcebispo de Saint Paul e Minneapolis, John Clayton Nienstedt, e o adjunto, Lee Anthony Piche, acusados de encobrirem casos de abuso sexual de menores por um padre.

O Vaticano não explicita a razão das demissões, mas Nienstedt e Piche foram identificados por associações de vítimas como os responsáveis hierárquicos que ocultaram os abusos sexuais cometidos pelo padre Curtis Wehmeyer.



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