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Quatro candidatos à liderança do Partido Trabalhista britânico

Dois homens e duas mulheres candidataram-se à sucessão do líder do Partido Trabalhista britânico, Ed Miliband, que se demitiu depois da derrota eleitoral de maio, anunciou o partido hoje, fim do prazo para a apresentação de candidaturas.

© Neil Hall / Reuters

Jeremy Corbyn, um veterano da ala esquerda do partido, conseguiu 'in extremis' reunir o apoio de 35 deputados trabalhistas necessário para entrar na corrida, concorrendo com Liz Kendall, Andy Burnham e Yvette Cooper. 

"A minha candidatura marca o lançamento de um vasto movimento antiausteridade que se vai apresentar como alternativa às desacreditadas e socialmente devastadoras medidas de austeridade", disse Corbyn, 66 anos, deputado pela circunscrição londrina de Islington North. 

A sua candidatura agradou a muitos no Labour por assegurar que todas as sensibilidades do partido estão representadas na corrida, mas Jeremy Corbyn não é o favorito.

O preferido das casas de apostas é Andy Burnham, que reuniu 68 apoios, seguido de Yvette Cooper, com 59, e de Liz Kendall, com 41. Só depois surge Corbyn, com 36.

Andy Burnham, 45 anos, foi ministro da Saúde no governo de Gordon Brown, em 2009 e 2010, e já se tinha candidatado à liderança do partido em 2010, mas foi derrotado por Ed Miliband.

Yvette Cooper, 46 anos, foi ministra do Tesouro também no governo de Gordon Brown e, desde 2010, ministra do Interior no governo "sombra" de Miliband. O marido, Ed Balls, foi outro dos candidatos à liderança derrotados por Miliband e uma das figuras mais conhecidas do partido que não conseguiram ser reeleitas nas últimas legislativas.

Liz Kendall, 41 anos, é a menos conhecida do grande público. É considerada uma "blairista", do nome do ex-primeiro-ministro Tony Blair, que desviou a linha política do partido da esquerda para o centro. 

O vencedor será escolhido a 12 de setembro numa eleição em que cada membro do partido tem direito a um voto, segundo a reforma aprovada em 2014.

Antes da reforma, o líder trabalhista era eleito por um colégio em que deputados e eurodeputados tinham um terço dos votos, os militantes outro terço e os sindicatos outro.

Ed Miliband apresentou a demissão um dia depois das eleições legislativas de 07 de maio, nas quais o partido sofreu uma pesada derrota, elegendo 232 deputados, menos 46 em que 2010, e perdendo o tradicional bastião escocês, onde o Partido Nacionalista conseguiu 56 dos 59 assentos atribuídos à região.  






Lusa
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