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250 mil crianças em risco de morrer de fome no Sudão do Sul, alerta ONU

Cerca de 250 mil crianças estão em risco de morrer de fome no Sudão do Sul, país devastado por uma guerra civil, alertou hoje o coordenador humanitário da ONU naquele país, Toby Lanzer, recentemente expulso pelas autoridades locais. 

Matthew Abbott

"Uma em cada três crianças está gravemente subnutrida e 250 mil crianças estão em risco de morrer de fome", afirmou Toby Lanzer, num relatório hoje divulgado. 

O coordenador humanitário da ONU foi expulso do país no início deste mês por ter, segundo as autoridades locais, prognosticado o "colapso" do Sudão do Sul, o país mais novo do mundo, que declarou independência a 09 de julho de 2011, na sequência de um acordo de paz assinado em 2005. 

No relatório, o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA, na sigla em inglês) das Nações Unidas lançou um apelo aos doadores, afirmando que são necessários cerca de 1,63 mil milhões de dólares (1,44 mil milhões de euros) para terminar o ano corrente. 

O documento também recordou que dois terços dos 12 milhões de habitantes do país precisam de ajuda e que 4,6 milhões estão em risco de perder as fontes de alimentação.

O atual conflito no Sudão do Sul eclodiu em dezembro de 2013, com combates no seio do exército sul-sudanês, fraturado pela rivalidade política e étnica entre o Presidente Salva Kiir e o antigo vice-presidente Riek Machar. 

Diversas milícias tribais uniram forças às duas fações e os combates têm sido acompanhados por massacres étnicos e abusos, atos que são atribuídos aos dois lados do conflito civil.

"Há cerca de seis meses, pensámos que a violência e o sofrimento tinham atingido o seu limite e que a paz estaria a chegar. Estávamos errados", lamentou Toby Lanzer. 

"A intransigência política afastou qualquer perspetiva de paz, a guerra continua e vai conduzir ao colapso económico" do país, frisou o coordenador humanitário, salientando que, nos mais recentes combates, as forças em confronto "incendiaram casas, destruíram escolas, hospitais e poços, e roubaram milhares de cabeças de gado".

Infraestruturas e bens que, segundo o documento, são "necessários para a vida das comunidades".

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