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Comerciantes luso-descendentes receiam abrir portas devido à insegurança na Venezuela

Habituada a lidar frequentemente com a criminalidade, a comunidade portuguesa radicada em Higuerote, sobretudo os comerciantes, estão cada vez mais preocupados com a insegurança, temendo abrir os estabelecimentos comerciais em horas e dias de pouca afluência. 

© Jorge Lopez / Reuters

Higuerote é uma pequena população costeira do Estado venezuelano de Miranda, localizada 110 quilómetros a leste de Caracas, e muito procurada durante a época balnear e aos fins de semana.

"Isto está cada vez mais perigoso. Durante a semana, como há pouco movimento, alguns comerciantes abrem tarde e fecham cedo, e às vezes nem abrem, porque já assaltaram praticamente quase todos os estabelecimentos", disse um comerciante à agência Lusa.

 Francisco Freitas explicou que ele próprio, há algumas semanas, foi intercetado por vários desconhecidos, quando regressava a casa. Obrigaram-no a entrar noutra viatura e exigiram dinheiro para o deixarem ir em liberdade.

"Foram várias horas de angústia, mas tudo terminou em bem", explicou, recusando-se a avançar com mais pormenores.

Segundo vários comerciantes, os estabelecimentos comerciais de venda de bebidas alcoólicas e de roupa de praia estão a reduzir o horário de funcionamento devido à baixa afluência de clientes, mas sobretudo por recearem assaltos, optando por prolongar o horário aos fins de semana.

A insegurança é apontada pelos analistas e pelos próprios cidadãos como uma das principais preocupações dos venezuelanos, afetando tanto cidadãos nacionais como estrangeiros radicados no país.

Os assaltos e os sequestros são, dentro da insegurança, as questões que mais preocupam os comerciantes, principalmente porque colocam em risco a integridade física das vítimas.

Fontes não oficiais dão conta que pelo menos uma dezena de portugueses foram sequestrados desde o início do ano na Venezuela.

A maioria dos casos de sequestro não são denunciados às autoridades e os familiares tentam ocultar essas situações da imprensa, por temerem represálias.

Dados divulgados recentemente pela organização não-governamental Observatório Venezuelano de Violência, apontam para uma média anual de 20 mil homicídios.






Lusa
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