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Mohamed Morsi condenado a prisão perpétua por espionagem

Um tribunal egípcio condenou hoje o ex-Presidente islamita Mohamed Morsi a prisão perpétua pelo crime de espionagem, faltando ainda saber se se confirma a pena de morte para o ex-chefe de Estado destituído pelo exército em 2013.

Mohamed Morsi, ex-Presidente islamita (Reuters/ Arquivo)

Mohamed Morsi, ex-Presidente islamita (Reuters/ Arquivo)

© Stringer Egypt / Reuters

A sentença de prisão perpétua referia-se a acusações de espionagem a favor do movimento palestiniano Hamas, do libanês Hezbollah e do Irão. 

Juntamente com Morsi, foram hoje condenados a prisão perpétua outros 16 islamitas acusados de colaborar com organizações estrangeiras para planear ataques no Egito.

O líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badia, o presidente e vice-presidente do braço político da organização, o Partido Liberdade e Justiça, estão entre os condenados.

No Egito, a prisão perpétua equivale a 25 anos na cadeia. As sentenças de hoje poderão ser alvo de recurso.

Neste processo, foram ainda condenados à morte três dirigentes da Irmandade Muçulmana e outros 13 acusados que foram julgados à revelia.

Mohamed Morsi, primeiro Presidente eleito após o derrube de Hosni Mubarak na sequência da revolta popular de 2011, também foi condenado em abril a 20 anos de prisão por repressão violenta de manifestações junto ao palácio presidencial em dezembro de 2012.

Num outro processo, Mohamed Morsi foi condenado à morte em 16 de maio por fuga da prisão e incitação à violência. O tribunal deverá hoje confirmar ou não essa condenação.

No processo de Morsi já tinham sido condenados à morte em maio outros 16 acusados pela entrega de documentos secretos a países estrangeiros entre 2005 e 2013.

Desde a destituição de Morsi no golpe militar de 03 de julho de 2013 que as autoridades egípcias têm perseguido a Irmandade Muçulmana, declarada um grupo terrorista, e condenando à morte e a prisão perpétua centenas dos seus militantes.




Lusa

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