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Autoridades venezuelanas recusam assistência médica a líder da oposição em greve de fome

As autoridades venezuelanas recusaram que o dirigente da oposição Leopoldo López, que se encontra detido e há 24 dias em greve de fome, fosse esta quarta-feira observado por um médico da confiança deste, denunciou em Caracas o seu advogado.

Em greve de fome há 24 dias, Leopoldo López, de 42 anos, lidera o partido Vontade Popular, e foi preso sob a acusação de "incitamento à desordem pública, associação criminosa, atentados à propriedade e incêndio", na sequência das manifestações de contestação à política do regime do Presidente Nicolás Maduro, que terminaram em confrontos violentos com a polícia. (Arquivo)

Em greve de fome há 24 dias, Leopoldo López, de 42 anos, lidera o partido Vontade Popular, e foi preso sob a acusação de "incitamento à desordem pública, associação criminosa, atentados à propriedade e incêndio", na sequência das manifestações de contestação à política do regime do Presidente Nicolás Maduro, que terminaram em confrontos violentos com a polícia. (Arquivo)

Fernando Llano / AP

Roberto Marrero, que falava numa conferência de imprensa em Caracas, alertou para o "estado crítico" de saúde em que se encontra Leopoldo López e denunciou a falta de condições de higiene na prisão. 

No encontro com a imprensa, o gastroenterologista Guillermo Seijas explicou que o líder da oposição se encontra "na terceira etapa médica" de uma greve de fome, "podendo estar já a apresentar complicações em distintos órgãos que comprometem a sua vida".

"O organismo quando entra em jejum começa a suprir as suas necessidades calóricas e de consumo de açúcar. A etapa mais perigosa é quando acaba a gordura do corpo e o organismo começa a consumir as proteínas (...) o metabolismo muda e poderia desenvolver substâncias tóxicas que agravam órgãos importantes como o fígado, o coração e os rins, provocando danos irreversíveis", disse.

O médico acrescentou que Leopoldo López já perdeu "15 quilos, pelo que há que ministrar-lhe soluções especiais, soro oral e boa hidratação e sobretudo fazer exames médicos, que só podem ser feitos por um médico da sua confiança".

Em greve de fome há 24 dias, Leopoldo López, de 42 anos, lidera o partido Vontade Popular, e foi preso sob a acusação de "incitamento à desordem pública, associação criminosa, atentados à propriedade e incêndio", na sequência das manifestações de contestação à política do regime do Presidente Nicolás Maduro, que terminaram em confrontos violentos com a polícia.
Lusa
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