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Obama condena "assassínios sem sentido" em Charleston

O Presidente norte-americano condenou esta quinta-feira os "assassínios sem sentido" num tiroteio que fez nove mortos numa igreja da comunidade negra de Charleston, apelando novamente para um melhor enquadramento legal da venda de armas de fogo. 

"Não dispomos de todos os elementos mas sabemos que, mais uma vez, inocentes foram mortos porque alguém que queria fazê-lo não teve qualquer dificuldade em arranjar uma arma", declarou Obama.

"Não dispomos de todos os elementos mas sabemos que, mais uma vez, inocentes foram mortos porque alguém que queria fazê-lo não teve qualquer dificuldade em arranjar uma arma", declarou Obama.

Susan Walsh / AP

Dizendo que sentiu "tristeza e ira", Barack Obama sublinhou ser "particularmente doloroso" assistir a um tiroteio "num local em que se procura reconforto e paz, um lugar de oração".

O presumível autor do ataque perpetrado na quarta-feira à noite, Dylann Roof, um jovem branco de 21 anos, foi hoje detido.

"Não dispomos de todos os elementos mas sabemos que, mais uma vez, inocentes foram mortos porque alguém que queria fazê-lo não teve qualquer dificuldade em arranjar uma arma", declarou Obama, ao lado do vice-presidente, Joe Biden.

"Devemos admitir que este tipo de violência não acontece noutros países desenvolvidos, isto não acontece com a mesma frequência", prosseguiu.

"E nós podemos fazer alguma coisa", disse ainda, acrescentando: "A dada altura, o povo norte-americano vai ter de enfrentar esta realidade (...), devemos ser capazes de fazer evoluir a nossa forma de pensar sobre a violência com armas de fogo".

Já em dezembro de 2012, após o massacre de 20 estudantes no Connecticut, Obama salientara a necessidade de legislar sobre esta matéria. Mas, apesar da emoção provocada pela tragédia, esbarrou novamente com a frontal oposição do Congresso.

"O facto de isto ter acontecido numa igreja negra levanta evidentemente questões sobre uma página sombria da nossa história", afirmou ainda o Presidente dos Estados Unidos.

"Não é a primeira vez que igrejas negras são atacadas e sabemos que o ódio entre religiões e entre raças representa uma verdadeira ameaça para a nossa democracia e os nossos ideais", acrescentou Obama, que voou em seguida para a Califórnia, onde participará na recolha de fundos para o Partido Democrata.
Lusa
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