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Presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez presos por suspeita de corrupção na Petrobras

Os presidentes das construtoras brasileiras Odebrecht e Andrade Gutierrez foram detidos esta sexta-feira por suspeita de envolvimento com a corrupção na Petrobras, na 14.ª fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público.

O procurador do Ministério Público Federal afirmou à imprensa que as empresas comandavam um cartel para a decisão de contratos na petrolífera. (Arquivo)

O procurador do Ministério Público Federal afirmou à imprensa que as empresas comandavam um cartel para a decisão de contratos na petrolífera. (Arquivo)

Silvia Izquierdo / AP

O procurador do Ministério Público Federal, Carlos Fernando dos Santos Lima, afirmou à imprensa que as empresas comandavam um cartel para a decisão de contratos na petrolífera, e que havia o pagamento de propinas com o envio das remessas ilegais para contas bancárias fora do Brasil. 

A 14.ª fase da Operação Lava Jato foi realizada com ações em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com a expedição de 12 mandados de prisão temporária e preventiva, entre eles o dos presidentes Marcelo Odebrecht, da empresa com o mesmo nome, e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez, além de outros executivos das empreiteiras. 

A Odebrecht é a maior construtora brasileira e lidera projetos de infraestruturas não só no país, mas também em Portugal, Angola, Moçambique e na Guiné Equatorial. A Andrade Gutierrez é a terceira maior construtora do Brasil e também tem negócios na África lusófona. 

As empresas já haviam sido citadas como participantes no esquema por executivos da Petrobras que fizeram acordo com as autoridades, em que cedem informações em troca de uma possível redução da sua pena na Justiça. 

A Odebrecht, citada pela Folha de São Paulo, confirmou que foram realizados mandados de prisão e condução coerciva e de busca e apreensão nas suas sedes. 

"A CNO [Construtora Norberto Odebrecht] entende que estes mandados são desnecessários, uma vez que a empresa e os seus executivos, desde o início da operação Lava Jato, sempre estiveram à disposição das autoridades", referiu a empresa. 

A Andrade Gutierrez, também disse, citada pelo mesmo jornal, que está a colaborar com as investigações, e reiterou que "não tem ou teve qualquer relação com os factos investigados pela Operação Lava Jato, e que espera poder esclarecer todas as questões da Justiça o quanto antes".
Lusa
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