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Israel considera relatório da ONU sobre guerra de Gaza de 2014 parcial

Israel condenou a alegada parcialidade da ONU enquanto o Hamas saudou a publicação do relatório em que se conclui que ambas as partes cometeram crimes de guerra durante o conflito de 2014 na Faixa de Gaza.

A Comissão de Inquérito sobre o conflito de Gaza em 2014 anunciou ter reunido "alegações credíveis" de que as duas partes cometeram crimes de guerra durante o conflito.

A Comissão de Inquérito sobre o conflito de Gaza em 2014 anunciou ter reunido "alegações credíveis" de que as duas partes cometeram crimes de guerra durante o conflito.

© Suhaib Salem / Reuters

Numa reação ao documento, o Governo israelita atacouo que chamou a parcialidade do Conselho dos direitos humanos da ONU, com o ministério dos Negócios Estrangeiros a referir que vai analisar as conclusões de um relatório "encomendado por uma instituição notoriamente parcial e que obteve um mandato abertamente parcial". 

A Comissão de Inquérito sobre o conflito de Gaza em 2014 anunciou hoje ter reunido "alegações credíveis" de que as duas partes cometeram crimes de guerra durante o conflito que provocou a morte de 2.140 palestinianos, na maioria civis, e de 73 pessoas no lado israelita, na maioria soldados.

"Todo o mundo sabe que as motivações políticas e os falhanços morais determinaram desde o início a integridade do processo que conduziu à elaboração deste relatório", acrescentou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros, Emmanuel Nahshon. 

"É lamentável que o relatório não reconheça a profunda diferença entre o comportamento moral de Israel durante a operação 'Barreira protetora' e as organizações terroristas que enfrentaram", prosseguiu. 

Por seu lado, o Hamas saudou o relatório, considerando que a ONU condenou "o ocupante sionista pelos seus crimes de guerra durante a última agressão contra Gaza", declarou à agência noticiosa AFP Fawzy Barhum, um porta-voz do movimento islamita no poder na Faixa de Gaza. 

Em Ramallah, na Cisjordânia ocupada, um responsável oficial da Organização de Libertação da Palestina (OLP) considerou que o relatório reforça a vontade do Hamas de se dirigir ao Tribunal Penal Internacional [TPI]. 

Os palestinianos estão a tentar desencadear um processo criminal contra Israel no TPI, no âmbito de uma ofensiva diplomática generalizada junto de diversos organismos internacionais. 

"Barreira protetora" foi a designação da ofensiva desencadeada pelo exército israelita em 8 de julho de 2014 na Faixa de Gaza, e que se prolongou até 26 de agosto. 

Ainda numa reação à publicação do relatório, o primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu tinha assegurado previamente que Israel "não comete crimes de guerra", limitando a defender-se de uma "organização terrorista que apela à sua destruição". 

Lusa
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