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China convida tropas estrangeiras para parada do 70º aniversário do fim da II Guerra Mundial

A China convidou militares estrangeiros para participarem na parada comemorativa do 70º aniversário do final da II Guerra Mundial, numa iniciativa inédita no país, marcada para 3 de setembro em Pequim, anunciou hoje um responsável da organização.

© Jason Lee / Reuters

É também a primeira vez que a efeméride vai ser assinalada com uma parada militar e este ano, igualmente pela primeira vez, o dia 3 de setembro será feriado nacional na China.

"Esperamos que através desta parada deste ano, história e futuro fiquem ligados", disse Qu Rui, vice-chefe de operações do estado-maior do Exercito Popular de Libertação (o nome oficial das Forças Armadas chinesas), numa conferência de imprensa em Pequim.

O responsável não identificou os países convidados.

"Enviámos os convites e as tropas estrangeiras que desejem participar na parada são bem-vindas. O convite mostra o desejo da China e de todos os povos de manter a paz mundial", afirmou Qi Rui.

Na mesma conferência de imprensa, Wang Shiming, vice-diretor do Departamento de Propaganda do Comité Central do Partido Comunista Chinês (PCC), saudou o "o precioso apoio" que outros países deram à China durante os oito anos da "guerra contra a agressão japonesa" (1937-45).

Além da antiga União Soviética, que descreveu como "o primeiro país a ajudar a China", Wang Shiming mencionou os Estados Unidos, Reino Unido e França, e ainda "pessoas de dezenas de outros países".

"O povo chinês nunca esquecerá o precioso contributo de pessoas de muitos países", disse.

Wang Shiming considerou, contudo, que "falta a alguns ocidentais uma objetiva e justa avaliação do papel da China na guerra mundial contra o fascismo".

Segundo estimativas chinesas, o número de baixas, civis e militares, sofridas pela China durante a guerra excede os 35 milhões. 

O 3 de setembro foi instituído o ano passado como Dia Nacional da Vitória da China na Guerra de Resistência contra a Agressão Japonesa. 

A data evoca a rendição do Japão, assinada a 2 de setembro de 1945 a bordo de um navio da marinha norte-americana pelo então ministro japonês dos Negócios Estrangeiros



Lusa
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