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"Chips" que funcionam como órgãos humanos ganham prémio Design 2015

O projeto 'chips' de silicone, que imitam a função dos órgãos humanos, ganhou o Prémio Design do Ano atribuído pelo Museu de Design em Londres, divulgou esta terça-feira a BBC.

É a primeira vez que um projeto na área da medicina conquista este prémio. (Arquivo)

É a primeira vez que um projeto na área da medicina conquista este prémio. (Arquivo)

© Reuters Photographer / Reuters

É a primeira vez que um projeto na área da medicina conquista este prémio. 

O projeto parece "simbolizar a essência da vida e, ao mesmo tempo, é bonito de se ver", salientaram os representantes do museu citados pela BBC.

"O diretor da equipa científica que desenvolveu este admirável objeto não vem da área convencional do design, mas o que fizeram consiste numa brilhante obra de design", disse o diretor do Museu de Design em Londres, Deyan Sudjic. 

Cientistas do Wyss Institute da Universidade de Harvard, Donald Ingber e Dan Dongeun Huh, colocaram células humanas com diferentes tecidos em 'chips' para estudarem a forma como cada órgão trabalha. Sobressaindo que, por exemplo 'o pulmão chip', contrai e relaxa exatamente como um pulmão natural, à medida que o ar passa pelas células.

Os representantes do instituto dizem que a aplicação pode ser uma alternativa aos animais farejadores de droga face ao crescendo deste negócio, e que pode também desempenhar outro importante contributo no teste de toxicidade e segurança aos produtos cosméticos, em vez de se usarem animais. 

"Eles identificaram um problema sério: como poderemos prever como se comportarão as células humanas. E resolveram a questão com elegância e economia de meios, trazendo a tecnologia de um campo irrelevante e puseram-na a trabalhar de forma diferente", salientou Deyan Sudjic. 

O projeto "órgãos em forma de 'chip'" foi selecionado por Paola Antonelli, do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, que sublinhou que os 'chips' são "o epítome da inovação no design, uma forma elegantemente bela, plena de conceito e aplicação inovadora".  

A curadora do museu e responsável pelo evento Prémio Design 2015, Gemma Curtin, afirmou que o projeto eleito "é um grande exemplo de como o design é uma experiência prática abrangente de colaboração e know-how entre disciplinas". 

A seleção do projeto reflete inclusivamente "um desejo de reconhecer e valorizar o design, o que irá afetar significativamente a sociedade, agora e no futuro", acrescentou.

Entre os anteriores vencedores deste prémio está a Tocha dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.
Lusa
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