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Leão é uma das 23 mil espécies ameaçadas de extinção, lince a recuperar

O leão, o caranguejo das cavernas e o leão marinho são algumas das 23 mil expécies que enfrentam o risco de extinção, revela a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Por outro lado, este organismo congratula-se com a diminuição da ameaça para o lince ibérico e para a foca.

© Mario Anzuoni / Reuters

(Arquivo)

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Lusa

Na atualizada " Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas", a União Internacional para a Conservação da Natureza baixou o estatuto de ameaça do lince-ibérico de espécie Criticamente Ameaçada para Ameaçada devido ao aumento da população de lince na Península Ibérica, como resultado de 10 anos de trabalho e investimento feito por Espanha e Portugal.

Depois de 13 anos de "grandes esforços de conservação" e uma avaliação das 77.340 espécies que integram esta "lista vermelha" da IUCN, o lince ibérico foi colocado na categoria de espécies "em perigo" de extinção, um nível menos grave, anunciou hoje o programa 'Life+Iberlince'.

A evolução das populações deste felino, segundo explicou o programa Life+Iberlince, foi estudada por dois cientistas que concluíram que, após seis décadas de declínio, foi registado um crescimento regular entre 2002 e 2012.

Durante este período, a população de linces ibéricos atingiu os 156 indivíduos maduros, o que implicou passar de 27 para 97 fêmeas reprodutoras.

A área de presença desta espécie também registou um crescimento considerável.

Os responsáveis da IUCN, organização com sede em Gland (Suíça), destacaram esta "fantástica notícia" para o lince ibérico, afirmando que se trata de "uma excelente prova de que as ações de conservação funcionam realmente". 

A organização internacional referiu, no entanto, que o trabalho ainda não está terminado e que os esforços de conservação devem prosseguir, de forma a assegurar a expansão futura e o crescimento populacional da espécie.

Com o novo programa 'Life+Iberlince' (2011/2016) foi iniciada a recuperação da distribuição histórica do lince ibérico em Espanha e Portugal.

Um total de 19 instituições estão envolvidas neste projeto de recuperação. Este programa foi iniciado com a reintrodução de exemplares selvagens e de linces ibéricos oriundos de centros de reprodução em cativeiro no Vale do Guadiana (Portugal), no Vale de Matachel (na província espanhola da Extremadura), nas regiões de Guadalemellato e Guarrizas (Andaluzia, Espanha) e nos Montes de Toledo e na Serra Morena Oriental (Castilla-La Mancha, Espanha).

Nestas novas zonas, foram libertados, desde 2014, 43 exemplares, que estão a formar novas populações e a contribuir para a conservação da espécie.

O programa 'Life+Iberlince' considera essencial promover um plano nacional que trave os atropelamentos de linces ibéricos, a principal causa de morte destes animais.


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