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Governo francês considera "inaceitável" espionagem entre aliados

O Governo francês considerou hoje "inaceitável a espionagem entre aliados", depois de documentos revelados pelo WikiLeaks indicarem que a Agência de Segurança Nacional norte-americana realizou escutas a três Presidentes franceses, incluindo François Hollande.

(Reuters/ Arquivo)

(Reuters/ Arquivo)

© Jean-Paul Pelissier / Reuters

"A França e os Estados Unidos são frequentemente aliados no mundo em nome da democracia e da liberdade. Uma tal ação claramente não é aceitável nem compreensível", disse à i-Télé o ministro da Agricultura e porta-voz do governo, Stéphane Le Foll.

As declarações de Stéphane Le Foll tiveram lugar em Paris, antes da reunião de emergência convocada por François Hollande com os principais ministros e responsáveis da Defesa do país.

Informações divulgadas na terça-feira revelaram que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA na sigla inglesa) lançou uma "grande operação" para espiar três chefes de Estado franceses e colaboradores próximos como diplomatas ou chefes de gabinete. 

A Casa Branca, que inicialmente se recusou a confirmar ou negar relatos de que a Agência de Segurança Nacional norte-americana tenha espiado três Presidentes franceses, disse esta noite que os Estados Unidos não visaram as comunicações de François Hollande.

"Não temos como alvo, nem vamos ter, as comunicações do Presidente Hollande", disse o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional Ned Price, sem precisar que tipo de vigilância foi feito anteriormente. 

Os EUA espiaram, pelo menos entre 2006 e 2012, os três últimos Presidentes franceses, Jacques Chirac, Nicolas Sarkozy e François Hollande, segundo documentos da Wikileaks revelados esta noite pelo diário Libération e o sítio na Internet Mediapart.

Os documentos, classificados como 'top secret', consistem em cinco relatórios da agência de informações norte-americana NSA, baseados em "interceções de comunicação", que eram destinados à "comunidade das informações" dos EUA e a dirigentes da NSA, segundo o Libération. 

Os relatórios são provenientes de um serviço identificado como 'Summary Services', isto é, 'o serviço das sínteses'. 

Sem revelações particularmente embaraçantes, esclarecem porém o modo de funcionamento e tomada de decisão de Hollande e dos seus antecessores. 


Lusa
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