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Dilma Rousseff considera viagem ao Estados Unidos "relançamento" de relações

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, afirmou hoje que a sua viagem aos Estados Unidos e o encontro com o homólogo Barack Obama significaram um "relançamento" das relações entre os dois países, e um "passo a frente" no diálogo.    

Carolyn Kaster

Rousseff chegou a Nova Iorque no sábado, quase dois anos após cancelar uma viagem aos Estados Unidos devido a denúncias de espionagem por parte do Governo norte-americano. Ao ser questionada sobre o tema hoje, em conferência de imprensa, disse ter "certeza de que as condições passaram a ser diferentes". 

"Se fosse o caso de [o Presidente Obama] precisar de informação não pública [sobre o Governo brasileiro], ele me telefonaria", disse Rousseff à imprensa após um encontro com chefe de Estado norte-americano na Casa Branca.  

Os Presidentes trataram de áreas como comércio, tecnologia, ciência, educação, meio ambiente e a agenda internacional, além dos Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro, para os quais Dilma Rousseff convidou Obama. 

Ao ser questionado sobre a atual má situação política e económica no Brasil, Obama afirmou saber como funciona a relação com o poder legislativo, numa referência às tensões entre a presidência e o Congresso norte-americano. 

"Vemos o Brasil como força global. Na maneira de coordenar as diferentes economias no G20, o país é uma força e as negociações só ocorrem com a sua participação como líder chave. Reconhecemos que não podemos resolver sozinhos problemas globais, e na saúde, por exemplo, temos que trabalhar com o Brasil e outros países", disse Obama.   

Os dois países assinaram um memorando de intenções sobre facilitação de comércio que prevê a realização de reuniões para o intercâmbio de experiências ainda este ano.

Obama e Dilma Rousseff assinaram também um acordo na área da Previdência Social, para que os trabalhadores de um dos países possam contribuir e receber benefícios no outro Estado, e anunciaram que os brasileiros viajantes frequentes para os Estados Unidos poderão aderir ao programa "Global Entry", que não isenta de visto, mas facilita os procedimentos para a sua obtenção. 

Dilma Rousseff tem previstos para quarta-feira encontros com executivos em São Francisco. 

 

Lusa

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