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ONU diz que eleições no Burundi não foram livres nem credíveis

As eleições legislativas e municipais de segunda-feira no Burundi, marcadas pela violência e boicotadas pela oposição, não foram livres nem credíveis, afirmou hoje um porta-voz da ONU.

© Stringer . / Reuters

"O ambiente geral não foi propício a umas eleições livres, credíveis e inclusivas", disse o porta-voz Farhan Haq.

As eleições realizaram-se na segunda-feira apesar do apelo do secretário-geral da ONU, Ban Ki moon, para que fossem adiadas devido à violência dos últimos meses no país.

A missão de observação eleitoral da ONU afirmou no seu relatório que as eleições se realizaram num contexto de "tensa crise política" e num "clima de medo e intimidação generalizados em partes do país".

"Episódios de violência e explosões precederam, e nalguns casos acompanharam, as atividades do dia das eleições, sobretudo em Bujumbura", a capital, afirmou a missão.

"As liberdades fundamentais de participação, reunião, expressão, opinião e informação sofreram restrições crescentes durante a campanha eleitoral", segundo a missão.

O Conselho de Segurança da ONU reuniu-se hoje para discutir a crise no país e as medidas a tomar, depois de ouvir o relatório de Abdoulaye Bathily, enviado especial da organização ao Burundi.

Bathily manifestou dúvidas quanto à disposição do governo para conversações com a posição para resolver a crise, segundo diplomatas que assistiram à reunião, à porta fechada, citados pela agência France Presse.

O Burundi mergulhou na crise em abril passado, quando o presidente, Pierre Nkurunziza, lançou a campanha para se candidatar a um terceiro mandato de cinco anos consecutivo, desencadeando protestos generalizados duramente reprimidos pela polícia.

A oposição sustenta que a candidatura é inconstitucional e viola o acordo de paz que em 2006 pôs fim a uma guerra civil de 13 anos.

Desde o início da crise, pelo menos 70 pessoas foram mortas e dezenas de milhares refugiaram-se em países vizinhos.

 

 

 

 

Lusa

 

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