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Pelo menos 97 mortos em ataque do Boko Haram no nordeste da Nigéria

Pelo menos 97 pessoas morreram num ataque perpetrado por presumíveis membros do grupo islamista radical Boko Haram na aldeia de Kukawa, próximo do lago Chade, no nordeste da Nigéria, relataram esta quinta-feira testemunhas.

 (Arquivo)

(Arquivo)

© Joe Penney / Reuters

O ataque ocorreu por volta das 18:30 (locais e de Lisboa) de quarta-feira, quando cerca de 50 homens armados presumivelmente pertencentes ao Boko Haram abriram fogo sobre fiéis que rezavam em diversas mesquitas da aldeia, pouco após a interrupção do jejum, em pleno mês do Ramadão, segundo testemunhas.

Em seguida, dirigiram-se para as casas da povoação, onde dispararam sobre as mulheres.  

"Posso assegurar-vos que os atacantes mataram pelo menos 97 pessoas", declarou uma testemunha de nome Kolo, que diz ter contado os cadáveres. 

Outra testemunha, Kwantami Amodu, um pescador da aldeia, disse ter também contado 97 cadáveres.

Segundo uma terceira testemunha, Babami Alhaji Kolo, "os terroristas atacaram primeiro fiéis muçulmanos que rezavam em várias mesquitas". 

"Eles cercaram quatro mesquitas de bairro e abriram fogo sobre os fiéis, homens jovens e rapazes, na maioria", prosseguiu.

"Alguns dos terroristas ficaram ali para pegar fogo aos cadáveres e outros dirigiram-se para as casas, onde se puseram a disparar em todas as direções sobre as mulheres que estavam a cozinhar", acrescentou.

Fontes das forças de segurança sediadas em Maiduguri confirmaram este ataque, mas disseram não estar, por enquanto, em condições de fornecer um balanço preciso. 

De acordo com Amodu, os atacantes permaneceram na aldeia cerca de quatro horas sem que as forças da ordem interviessem.

"Não havia um único soldado em Kukawa quando os terroristas chegaram. Os soldados encontravam-se em Kuros-Kawwa, a cerca de 11 quilómetros. Os terroristas roubaram alimentos das casas e incendiaram tudo. Foram-se embora pelas 23:00", descreveu.

A insurreição islamista do Boko Haram e a sua repressão pelas forças da ordem já fizeram mais de 15.000 mortos na Nigéria desde 2009.  

O ataque de Kukawa é de longe o mais sangrento desde que o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, tomou posse e fez da luta contra o grupo extremista uma prioridade do seu mandato.

Desde 29 de maio, segundo contagem da AFP, mais de 350 pessoas foram mortas em atos de violência islâmicos.

Uma operação armada lançada em fevereiro com a ajuda dos países vizinhos, com o Chade na liderança, permitiu à Nigéria reapoderar-se da quase totalidade das localidades do nordeste controladas pelo grupo islâmico. Mas os atentados continuam a suceder-se.

Lusa

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