sicnot

Perfil

Mundo

Uber suspende UberPOP em França

A empresa norte-americana Uber suspendeu esta sexta-feira o seu serviço UberPOP em França, em resposta aos fortes protestos dos taxistas do país e às acusações contra dois dos seus dirigentes. 

A decisão foi tomada "na sequência dos atos de violência das duas últimas semanas", referindo-se às manifestações violentas de taxistas, que incluíram incêndios, bloqueios de estradas e capotamentos de veículos.

A decisão foi tomada "na sequência dos atos de violência das duas últimas semanas", referindo-se às manifestações violentas de taxistas, que incluíram incêndios, bloqueios de estradas e capotamentos de veículos.

© Eduardo Munoz / Reuters

A empresa californiana "decidiu suspender imediatamente o UberPOP em França, enquanto aguarda a decisão do Conselho Constitucional sobre o serviço, que deverá ser feita em setembro", anunciou em comunicado citado pela agência France Presse (AFP). 

A decisão foi tomada "na sequência dos atos de violência das duas últimas semanas", acrescenta, referindo-se às manifestações violentas de taxistas, que incluíram incêndios, bloqueios de estradas e capotamentos de veículos.

A aplicação UberPOP permite o transporte dos utilizadores por condutores não profissionais, que usam os seus carros particulares.

Cerca de 3.000 taxistas ameaçaram ações drásticas na passada semana em Paris e noutras grandes cidades do país para denunciar a "concorrência desleal" dos condutores da UberPOP.

O diretor-geral da Uber France, Thibaud Simphal, e o diretor da Uber para a Europa Ocidental, Pierre-Dimitri Gore-Coty, são acusados de práticas comerciais enganadoras, cumplicidade no exercício ilegal da profissão de taxista e tratamento ilegal de dados informáticos.

Os serviços como o UberPOP são particularmente visados por uma lei francesa de outubro de 2014, que a Uber disputa há vários meses, tendo apresentado duas queixas contra França perante a Comissão Europeia para obter a sua anulação.

Segundo a empresa, cerca de 500.000 pessoas utilizam os seus serviços regularmente em França, sendo a UberPOP "uma fonte importante de rendimentos para mais de 10.000 condutores".

A Uber, fundada em 2009 em São Francisco, nos Estados Unidos, revolucionou o setor dos táxis com a sua popular aplicação de telemóvel e, de acordo com a imprensa norte-americana, a empresa é hoje avaliada em cerca de 50 mil milhões de dólares (45 mil milhões de euros).

Mas a aplicação UberPOP, ilegal segundo o Governo francês, deu à empresa inúmeros problemas com a lei e com os taxistas, e não apenas em França, tendo sido declarada ilegal também na Bélgica e na Holanda.

O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, congratulou-se com o anúncio de sexta-feira, vendo-o como "uma demonstração de que a firmeza do Governo deu resultado".

As organizações de taxistas foram contidas nas reações ao anúncio, considerando que este "é satisfatório, mas continuamos atentos e desconfiados"

A Uber "é capaz de criar aplicações similares com outro nome", disse à AFP Séverine Bourlier, secretária-geral da União Nacional dos Táxis.

Lusa

  • Corpos de portuguesas trasladados segunda-feira 
    1:27
  • Incendiários vão passar o verão com pulseira eletrónica

    País

    Os tribunais vão poder condenar os incendiários a penas de prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, durante as épocas de incêndio. A nova lei foi aprovada na semana passada, na Assembleia da República, e aguarda a promulgação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

  • Estado vai tomar posse de terras abandonadas

    País

    O Governo vai recorrer ao Código Civil para permitir que o Estado tome posse de terras ao abandono. À margem da entrevista ao Expresso, o primeiro-ministro anunciou que o Governo irá acionar o artigo 1345º do Código Civil, que estabelece que as coisas imóveis sem dono conhecido se consideram do património do Estado.

  • "Trump, deixe-me ajudá-lo a escrever o discurso"
    0:47

    Mundo

    Arnold Schwarzenegger diz que Donald Trump tem o dever moral de se opor ao ódio e ao racismo. Num vídeo publicado nas redes sociais, o ator norte-americano e antigo governador da Califórnia encenou o discurso que Donald Trump devia ter. 

  • Hino da SIC tocado pela viola beiroa
    2:22