sicnot

Perfil

Mundo

Moçambique declara guerra aos sacos plásticos e consumidores aplaudem

A Associação de Defesa do Consumidor de Moçambique (DECOM) considera pertinente a decisão do Governo moçambicano de proibir o uso do saco de plástico reciclado no manuseamento de alimentos, mas defende que a medida não deve encarecer os preços.

(Arquivo)

(Arquivo)

© Mike Blake / Reuters

"É uma medida acertada e pertinente, porque avança no sentido de combater os efeitos nefastos para a saúde e para o ambiente do plástico reciclado que circula em Moçambique, mas o nosso princípio fundamental é de que esse tipo de medidas não deve agravar os preços ao consumidor", disse, em declarações à Lusa, o presidente da DECOM, Mouzinho Nicols.

Reiterando que a decisão é oportuna, Nicols realçou que o decreto governamental não deve levar os vendedores a entregar produtos sem a respetiva embalagem, com o argumento da interdição do saco plástico reciclado.

"É importante que se avance rapidamente para a substituição das embalagens proibidas por recipientes feitos à base de outro tipo de materiais recomendáveis", destacou o presidente da DECOM.

Por seu turno, o ambientalista moçambicano Carlos Serra também aplaudiu a medida, considerando que vai diminuir o impacto pernicioso do saco plástico reciclado sobre a saúde e ambiente.

"Estamos felizes, porque é uma medida que responde à preocupação em relação aos enormes danos causados por embalagens de plástico que circulam nas cidades do país", assinalou Carlos Serra, que recentemente liderou uma operação de limpeza para remover toneladas de lixo de algumas das principais praias do país.

O ambientalista congratulou-se com esta decisão por incentivar a produção de embalagens biodegradáveis e a retomada do hábito do uso de cesto de palha nas cidades moçambicanas.

"É uma medida fácil de aplicar, porque também ataca o problema pelo lado da produção e importação, ao impor restrições na produção de plásticos com uma determinada espessura e ao taxar a utilização do plástico reciclado", frisou Serra.

O Governo moçambicano anunciou na terça-feira a proibição do uso de sacos de plástico reciclado como recipientes de alimentos, considerando que constitui um atentado à saúde pública e provoca danos ao ambiente.

Em conferência de imprensa no final da sessão semanal do Conselho de Ministros, o porta-voz do órgão, Mouzinho Saíde, afirmou que a proliferação de sacos de plástico nas cidades moçambicanas, principalmente em Maputo, também é responsável pelo entupimento de valas de drenagens e pela contaminação do mar.

"Os sacos de plástico têm causado múltiplos problemas, como o entupimento de valas de drenagem", afirmou Saíde, que é também vice-ministro da Saúde de Moçambique.

O executivo, adiantou Mouzinho Saíde, pretende tributar os sacos de plástico reciclado e imputar o custo aos consumidores, como forma de desencorajar o seu uso.

"O nosso Governo vai controlar e impor taxas à produção e importação de sacos de plástico e como alternativa vai promover o uso de sacos e cestos feitos de papel, cartão e de outros materiais biodegradáveis", assinalou o porta-voz do Conselho de Ministros de Moçambique.

 

 

 

Lusa

 

  • Portugal a tremer de frio
    3:07

    País

    Portugal continua a registar temperaturas negativas, sobretudo no Norte do país. Em Trás-os-Montes, por exemplo, marcaram mínimas de 11 graus abaixo de zero e os termómetros desceram tanto que congelaram rios, canalizações de água e até aquecimentos de escolas. Mas nem tudo é mau pois os produtores falam em boa época para curar fumeiro.

  • Michelle Obama partilhou momento de despedida da Casa Branca
    1:43
  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.

  • Podem as plantas ver, ouvir e até reagir?

    Mundo

    Um professor de Ciências Vegetais da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, passou quatro décadas a investigar as relações entre vegetais e insetos. Na visão de Jack Schultz, as plantas são "como animais muito lentos", que conseguem ver, ouvir, cheirar e até têm comportamentos próprios.

  • Zoo da Indonésia acusado de querer matar ursos à fome

    Mundo

    Um grupo de ativistas da Indonésia acusa o Jardim Zoológico de Bandung de estar a matar à fome os seus animais, incluindo os ursos-do-sol, para ser fechado. Um vídeo recentemente publicado mostra os ursos, que aparecem muito magros e a implorar por comida.