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Raides da coligação internacional atingem múltiplas posições do Estado Islâmico

As forças da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos anunciaram, este sábado, ter lançado uma série de 16 ataques aéreos contra o grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) na cidade de Raqa, bastião dos 'jihadistas' na Síria.

© Murad Sezer / Reuters

"Os importantes raides desta noite foram executados para negar ao Daesh [acrónimo em árabe do EI] a habilidade de mover capacidades militares em toda a Síria e para o Iraque", a partir de Raqa, afirmou o tenente-coronel Thomas Gilleran, porta-voz da coligação em comunicado.

Esta foi uma das maiores ofensivas levadas a cabo pela coligação internacional contra os extremistas na Síria.

As forças da coligação "atingiram, com êxito, múltiplos alvos" em Raqa, destruindo estruturas do grupo Estado Islâmico e rotas de trânsito.

Os ataques "restringiram significativamente a liberdade de movimento terrorista", refere a mesma nota.

O anúncio surge depois de o autoproclamado Estado Islâmico ter divulgado um vídeo que mostra a execução de 25 soldados sírios por 'jihadistas', aparentemente adolescentes, no teatro romano da cidade histórica de Palmira, no centro do país.

Desde que tomou Palmira, o grupo terá executado na zona mais de 200 pessoas, incluindo civis.

As ruínas greco-romanas de Palmira estão classificadas como Património Mundial pela UNESCO e a tomada da cidade pelos 'jihadistas' suscitou o receio de que, como noutros locais, o EI as pudesse destruir.

Até agora não houve qualquer informação de que tenha havido danos nas ruínas, apesar de os extremistas terem vandalizado sepulturas muçulmanas e destruído uma importante estátua localizada em frente ao Museu de Palmira.

 

 

 

 

Lusa

 

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