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Detida espanhola que recrutava meninas para o grupo Estado Islâmico

Uma espanhola, convertida ao islamismo, foi detida em Arrecife de Lanzarote, nas ilhas Canárias, e acusada de radicalização e de recrutar meninas e adolescentes, facilitando a viagem para a Síria para se juntarem ao grupo extremista Estado Islâmico (EI).  

© Sergio Perez / Reuters

De acordo com o Ministério do Interior espanhol, a detida mantinha contacto direto com "um importante facilitador" do EI na Síria, de quem recebia as instruções para cumprir a missão, como a organização das viagens de mulheres para ingressarem nas fileiras daquela organização radical.  

Quando chegavam ao local eram "exploradas sexualmente", trabalhavam em tarefas domésticas e de apoio hospitalar e como "polícia de costumes", fiscalizando o cumprimento, pelas mulheres, da 'sharia' ou lei islâmica, explicou o Ministério em comunicado.  

Um grupo reduzido destas menores era integrado nas fileiras de combate do EI, indicou. 

A detida era uma espanhola residente na capital de Lanzarote, que tinha funções muito definidas: angariar e radicalizar as menores e facilitar a viagem, com rotas e medidas de segurança para não serem detetadas até chegarem ao destino.  

No mesmo comunicado, o Ministério do Interior indica que a operação continua a decorrer, estando a ser realizada por agentes do departamento de informações da polícia espanhola, em colaboração com a polícia das Canárias e a brigada provincial de informações de Málaga, sob a coordenação geral do Juizado Central n.º 1 e do Ministério Público da Audiência Nacional (tribunal com jurisdição em todo o território espanhol). 

Mais de 40 pessoas foram detidas, desde o início do ano, em Espanha por alegada colaboração com o EI, principalmente por recrutarem e enviarem combatentes para as zonas controladas pelos terroristas. 

Esta é a primeira detenção nas Canárias, já que a maioria ocorreu na Catalunha, Ceuta e Melilla. 

A atual operação decorre na sequência das iniciadas em agosto e dezembro do ano passado, em Ceuta, Melilla, Barcelona e também em Marrocos, e que durante as quais foram detidas dez pessoas, de acordo com o ministério do Interior espanhol. 

O comunicado refere que estas operações antiterroristas da polícia espanhola impediram a captação efetiva de um elevado número de mulheres pelas redes 'jihadistas', para serem enviadas para zonas controladas pelo EI. 

No sábado, em Barcelona, a polícia espanhola deteve um homem de nacionalidade marroquina, acusado de fazer propaganda 'jihadista' nas redes sociais. 

No domingo, o ministro do Interior espanhol, Jorge Fernandez Diaz, afirmou que 116 espanhóis integraram as fileiras do EI ou da rede terrorista Al-Qaida. 

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