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Arqueólogos japoneses descobrem 24 novos geóglifos no Peru

Uma equipa de arqueólogos japoneses descobriu 24 novos geóglifos no deserto peruano de Nazca, que podem figurar entre os mais antigos da zona, confirmaram hoje os investigadores da Universidade de Yamagata à agência Efe.

Universidade de Yamagata

Universidade de Yamagata

Estas formas geométricas traçadas no solo foram encontradas a um quilómetro e meio a norte da cidade de Nazca e incluem uma figura parecida a uma chama e outras representações menos reconhecíveis que remontariam aos séculos III e V antes de Cristo, segundo os cientistas da universidade japonesa.  

O maior geóglifos encontrado, com cerca de 20 metros de comprimento, tem uma aparência zoomórfica, segundo os investigadores que fizeram a descoberta durante a mais recente investigação em Nazca, levada a cabo entre os meses de dezembro e janeiro.

Esta descoberta foi comunicada ao Governo do Peru, tendo sido também apresentada numa conferência de imprensa em Yamagata, no norte do Japão. 

A equipa da universidade começou a investigar no terreno em Nazca em 2004, tendo desde então encontrado 41 figuras, as quais foram reconhecidas como Património da Humanidade pela UNESCO.

Estes geóglifos estão atualmente ameaçados pela "expansão das áreas urbanas", alertou o arqueólogo Masato Sakai, responsável pela investigação, destacando a necessidades de os "preservar" e de "partilhar a sua importância com a população local", em declarações reproduzidas pela agência nipónica Kyodo.

Apesar da sua antiguidade, estas célebres e enigmáticas figuras foram descobertas só depois de 1930 porque a planície da superfície do deserto só permitia que os desenhos se vissem na íntegra a partir do ar ou de colinas circundantes.

A confirmar-se a data estimada pelos arqueólogos japoneses tratar-se-ia das mais antigas representações de algumas das obras mais conhecidas das Linhas de Nazca, como beija-flores ou macacos.

Património Mundial da UNESCO desde 1994, as Linhas de Nazca, com mais de 2.000 anos de antiguidade, são representações de figuras de diferentes complexidades, que vão desde simples linhas até imagens de animais e plantas, no deserto de Nazca, no Peru.

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