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Berlusconi escapa ao cumprimento de três anos de prisão

Um tribunal de Nápoles condenou esta quarta-feira o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi a três anos de prisão por corrupção de um senador, mas a pena que não poderá ser aplicada, noticiou a agência France Presse.

A condenação, proferida pela presidente do tribunal Isabella Romani na ausência do acusado, não será aplicada, já que o delito de que Berlusconi é acusado prescreve este outono, muito antes de um eventual julgamento em sede de recurso. (Arquivo)

A condenação, proferida pela presidente do tribunal Isabella Romani na ausência do acusado, não será aplicada, já que o delito de que Berlusconi é acusado prescreve este outono, muito antes de um eventual julgamento em sede de recurso. (Arquivo)

© Stefano Rellandini / Reuters

A condenação, proferida pela presidente do tribunal Isabella Romani na ausência do acusado, não será aplicada, já que o delito de que Berlusconi é acusado prescreve este outono, muito antes de um eventual julgamento em sede de recurso. 

"É um bom processo, apaixonante, mas a iminente prescrição elimina, do ponto de vista das consequências, todo o pathos sobre o veredito", declarou o procurador Henry John Woodcock.

Segundo os meios de comunicação italianos, a prescrição do processo ocorrerá em outubro ou, o mais tardar, em novembro.

O caso remonta às eleições legislativas de 2006, ganhas pela coligação de esquerda liderada por Romano Prodi, que obteve uma pequena maioria no Senado.

Poucos meses depois das eleições, Sergio De Gregorio, senador eleito num dos partidos da coligação de Romano Prodi, o IDV, deixou este partido juntando-se ao de Silvio Berlusconi.

Esta decisão deixou ainda mais fragilizada a maioria governamental e acelerou a queda do governo de esquerda, ocorrida em 2008, menos de dois anos depois do escrutínio.

Segundo a acusação, Berlusconi pagou três milhões de euros, dois dos quais em bens, a Sergio De Gregorio para que abandonasse o partido. Sergio De Gregorio confessou perante os magistrados e a imprensa os factos que lhe foram imputados.

De acordo com o procurador Vincenzo Piscitelli, tratou-se de um "investimento económico colossal para conseguir o único resultado que interessava a Berlusconi, que estava obcecado com o desejo de mandar Romano Prodi para casa de modo a ocupar o seu lugar".

Lusa

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