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Dezenas de mortos e feridos em confrontos no sul da Argélia

O Presidente argelino convocou uma reunião urgente de dirigentes do setor de segurança no seguimento da morte de 22 pessoas e ferimentos em dezenas de outras, em resultado de confrontos entre árabes e berberes no sul do país.

A decisão de Abdelaziz Bouteflika, noticiada pela agência noticiosa do país, APS, seguiu-se à violência ocorrida em menos de 48 horas na região de Ghardaia, que tem sido palco de conflitos regulares entre árabes e berberes desde há dois anos e meio. 

Na reunião participaram o primeiro-ministro, Abdelmalek Sellal, o vice-ministro da Defesa Nacional, Ahmed Gaid Salah, e o chefe do Estado-Maior do Exército, general Ahmed Gaïd Salah.

No final do encontro foi revelado que Bouteflika encarregou o comandante da região militar que inclui a zona dos conflitos de "supervisionar a ação dos serviços de segurança e das autoridades locais relevantes para o restabelecimento e a preservação da ordem pública em Ghardaia", conforme um comunicado da Presidência. 

Os voos de Argel para Ghardaia foram anulados até sábado, disse á AFP um empregado do aeroporto. A transportadora aérea Air Algérie, que os realiza, não forneceu qualquer explicação. 

As violências nas últimas 24 horas concentraram-se na cidade de Guerrara, situada 120 quilómetros a nordeste de Ghardaia, uma das principais cidades mozabitas, que são uma minoria étnico-religiosa berbere e ibadita.

Na quarta-feira, os confrontos prosseguiam em Ghardaia, uma cidade turística célebre pela sua arquitetura e classificada como património mundial pela Unesco. 

Ainda não foram divulgadas as causas desta onda de violência. 

Numerosos diferendos, em particular de ordem fundiária, opõem árabes e berberes, que coabitam há séculos. 

A região assiste em particular a uma luta pela apropriação do espaço público cada vez mais reduzido, com a liberalização económica em pano de fundo. 

A forte urbanização, seguida pela chegada de novos habitantes, ameaça o equilíbrio demográfico que é largamente favorável aos mozabitas, que permanecem maioritários neste vale, situado às portas do Sara. 

Lusa

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