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Mulheres de Branco pediram para serem recebidas pelo papa na sua visita a Cuba

Um grupo de dissidentes cubanos, as Mulheres de Branco, pediu para ser recebido pelo papa Francisco, durante a sua viagem, em setembro, a Cuba, foi hoje divulgado pela sua dirigente, Berta Soler. 

© Claudia Daut / Reuters

"Reunimo-nos na quarta-feira com o núncio apostólico, monsenhor Giorgio Lingua, a quem entregámos uma carta endereçada ao papa, na qual lhe pedimos que nos receba quando visitar Cuba, apesar da sua apertada agenda", disse à agência noticiosa France Presse Berta Soler. 

"Sabemos que esse encontro não depende do núncio, mas ele mostrou-se muito recetivo, e garantiu-nos que ia transmitir a carta", acrescentou.

O grupo Mulheres de Branco, formado em 2003, é constituído por mulheres, viúvas e mães de presos políticos, e que todos os domingos se passeia numa determinada praça da capital cubana.

A Nunciatura Apostólica confirmou à France Presse a reunião, mas não fez qualquer outro comentário.

Soler disse ainda que informou o núncio sobre a situação dos Direitos Humanos em Cuba, e lhe entregou um CD com "testemunhos de mulheres e militantes que foram vítimas de repressões nas últimas semanas", bem como uma lista dos nomes dos presos políticos.

A dirigente afirmou-se preocupada com a visita do papa, prevista para 19 a 22 de setembro, "porque quando veio [a Cuba] Bento XVI [em março de 2012], o Governo interpelou centenas de opositores de modo a evitar que assistissem às eucaristias".

Lusa

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