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Pelo menos 21 mortos em ataques da coligação árabe no Iémen

Pelo menos 21 pessoas morreram esta madrugada e outras 45 ficaram feridas na sequência dos raides aéreos da coligação árabe num bairro residencial em Saná, capital do Iémen, informaram fontes policiais. 

© Khaled Abdullah Ali Al Mahdi

O bombardeamento, que teve como alvo a zona de Sauan, a este de Saná, destruiu mais de nove habitações, e, de entre os escombros, foram removidos corpos de mulheres e crianças, segundo testemunhos recolhidos pela agência noticiosa EFE.

Estes bombardeamentos causaram o maior número de vítimas desde que entrou em vigor a trégua humanitária negociada pela Organização das Nações Unidas (ONU), na passada sexta-feira às 21:59 (hora de Lisboa).

A coligação árabe, liderada pela Arábia Saudita, prossegue os ataques aéreos no Iémen pelo terceiro dia consecutivo, apesar da vigência da trégua humanitária anunciada pela ONU.

No domingo, os aviões de combate atacaram depósitos de armas das forças leais ao ex-Presidente do Iémen, Ali Abdalá Saleh, aliado dos combatentes xiitas, nas montanhas de Al Hefa, situadas no este de Saná, capital do país. 

Estes ataques tiveram como alvo uma posição dos rebeldes nos montes de Al Nahdein, em frente ao palácio presidencial de Saná, e um quartel das Forças Especiais localizado em Al Suad, a sul da zona urbana.

Os bombardeamentos aéreos estenderam-se ainda às áreas da província de Saada, a noroeste de Saná e principal bastião dos rebeldes, bem como a zonas das províncias de Taiz, no sudoeste, Lahesh e ao porto de Adén, no sul.  

Apesar do compromisso com a trégua negociada pela ONU, depois de intensas negociações, os grupos combatentes expressaram as suas dúvidas sobre o cumprimento.

Desde o início dos ataques aéreos da coligação, nos finais de março, mais de 3.000 pessoas morreram no conflito do Iémen e um milhão de habitantes teve que abandonar as suas casas, segundo dados da ONU.

Lusa

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