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Irão tem papel a desempenhar para acabar com guerra na Síria, defende Obama

O Presidente dos EUA, Barack Obama, disse esta quarta-feira que o Irão tem um papel a desempenhar na procura de um fim para a sangrenta guerra civil na Síria.

O Presidente norte-americano falava na Casa Branca durante uma conferência de imprensa para apresentar o acordo sobre o nuclear concluído com o Irão na terça-feira.

O Presidente norte-americano falava na Casa Branca durante uma conferência de imprensa para apresentar o acordo sobre o nuclear concluído com o Irão na terça-feira.

© Joshua Roberts / Reuters

Considerando que não há solução militar para o conflito que envolve uma série de atores regionais, Obama afirmou que o Irão é um ator importante.

O Presidente norte-americano falava na Casa Branca durante uma conferência de imprensa para apresentar o acordo sobre o nuclear concluído com o Irão na terça-feira.

Sobre este assunto, Obama considerou que Israel tem boas razões para se inquietar com as práticas iranianas, mas sublinhou que o Irão ainda seria mais perigoso se possuísse a arma nuclear.

"Israel tem inquietações legítimas quanto à sua segurança em relação ao Irão. (...) Penso que há muito boas razões para que os israelitas estejam nervosos com a posição iraniana no mundo em geral", afirmou Obama.

Na ocasião, acrescentou que o acordo nuclear concluído com Teerão não acaba com os diferendos entre norte-americanos e iranianos, devido em particular às suas atividades no Médio Oriente e ao seu apoio ao Hezbollah.

"Mesmo com este acordo, continuamos a ter profundas divergências com o Irão", declarou Obama, que acrescentou que "o Irão continua a representar um desafio para os interesses e valores" dos EUA.

O Presidente dos EUA detalhou que o objetivo principal do acordo nuclear, alcançado na terça-feira em Viena, não era o de resolver os vários diferendos com a República Islâmica, entre os quais o do seu alegado "apoio ao terrorismo" e os seus "esforços de desestabilização" no Médio Oriente.

Em si, o acordo "resolve um problema particular, que era impedir que o Irão fabricasse uma bomba", destacou Obama, insistindo que isso serve os interesses dos EUA e dos seus aliados.

"Mas nós continuamos a ter problemas com o apoio dos iranianos ao terrorismo, o seu financiamento de aliados como o Hezbollah, que ameaça Israel e a região", continuou, mencionando também o Iémen.

"Os contactos vão continuar limitados. Vamos incitá-los a enveredarem por uma via mais construtiva? Claro, mas não contamos com isso", respondeu, quando questionado sobre o futuro das relações entre os dois Estados.

Obama disse ainda que espera que o Congresso norte-americano avalie o acordo "com base em factos e não em política", salientando que todos os analistas coincidem no entendimento de que o acordo impede o Irão de desenvolver uma arma nuclear.

Lusa

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