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Montanhas geladas em Plutão e desfiladeiros na lua Caronte

Ao fim de quase uma década de viagem, em que percorreu 4,8 mil milhões de quilómetros pelo sistema solar, a nave espacial não tripulada da NASA New Horizons alcançou o ponto mais próximo de Plutão. Está agora a recolher dados do planeta-anão que estão a ser enviados para a Terra. Estima-se que sejam precisos 16 meses para concluir o processo de transmissão.

A superfície montanhosa de Plutão, fotografada a 77 mil quilómetros de distância, enviada para a Terra a 15 de Julho de 2015.

A superfície montanhosa de Plutão, fotografada a 77 mil quilómetros de distância, enviada para a Terra a 15 de Julho de 2015.

NASA-JHUAPL-SwRI

A fotografia mais próxima tirada a Caronte, a 466 mil quilómetros de distância. A mancha negra que se vê na lua chama-se "Mordor".

A fotografia mais próxima tirada a Caronte, a 466 mil quilómetros de distância. A mancha negra que se vê na lua chama-se "Mordor".

NASA-JHUAPL-SwRI

Medições revelam abundância de metano, embora com diferenças nos vários locais da superfície gelada de Plutão.

Medições revelam abundância de metano, embora com diferenças nos vários locais da superfície gelada de Plutão.

NASA-JHUAPL-SwRI

Imagem exageradamente colorida de Plutão e de Caronte para se notar melhor as diferenças nas superfícies.

Imagem exageradamente colorida de Plutão e de Caronte para se notar melhor as diferenças nas superfícies.

NASA-JHUAPL-SwRI

A imagem mais detalhada de Plutão tirada pela câmara a bordo da New Horizons, a 768 mil quilómetros de distância, 14 de Julho de 2015.

A imagem mais detalhada de Plutão tirada pela câmara a bordo da New Horizons, a 768 mil quilómetros de distância, 14 de Julho de 2015.

As primeiras imagens não desiludiram os cientistas, revelaram que Plutão é um planeta montanhoso e gelado, tem montanhas com 3500 metros de altitude, e que a lua Caronte tem desfiladeiros e vales profundos.

Um dos cientistas da missão, John Spencer, disse aos jornalistas que a imagem da superfície de Plutão mostra um terreno que se tornou montanhoso por um processo geológico - como vulcanismo - nos últimos 100 milhões de anos. "Não encontrámos uma única cratera de impacto [de meteorito] nesta imagem. Isto significa que é uma superfície muito jovem", explica Spencer, citado pela BBC.

Cathy Olkin, diretora adjunta do projeto, explicou que a lua tem também muito interesse científico. "É um pequeno mundo com falésias e desfiladeiros com provavelmente 10 quilómetros de profundidade", disse. "Há uma zona mais escura a que demos o nome de "Mordor" [relativo ao 'Senhor dos Anéis']".

Plutão foi descoberto em 1930 por Clyde Tombaugh, nome que os cientistas deram à zona mais clara de Plutão - a "região Tombaugh".

A sonda New Horizons vai continuar a enviar para a Terra os dados recolhidos. Prosseguirá o seu percurso até à cintura de Kuiper, perto de Neptuno.

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