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Região do norte dos Camarões proíbe véu islâmico integral após ataques suicidas

Uma região do norte dos Camarões, que tem sido alvo de frequentes ataques do grupo 'jihadista' Boko Haram, proibiu o uso do véu islâmico integral, anunciou hoje o governador, Bakari Midjiyawa.

© Fayaz Aziz / Reuters

"O véu islâmico integral é totalmente proibido" na região do extremo norte, onde duas atacantes suicidas completamente cobertas mataram 11 pessoas no domingo, disse Midjiyawa, citado pela agência de notícias francesa, AFP.

"Pedimos à polícia para interpelar qualquer mulher que use o véu integral", acrescentou.

No sábado, noutro sinal da ameaça que o Boko Haram representa para a segurança regional, um bombista suicida disfarçado de mulher, totalmente coberto pelo véu, fez-se explodir na capital do Chade, N'Djamena, matando 15 pessoas.

O véu islâmico é proibido no Chade, um país maioritariamente muçulmano.

Midjiyawa admitiu que a proibição no norte dos Camarões possa não ser suficiente para impedir os 'jihadistas' de cometerem atrocidades.

"Um terrorista consegue facilmente esconder um explosivo por baixo de uma túnica ou de um casaco", observou, ao anunciar outras proibições, como vidros fumados nos automóveis e circulação de motas à noite.

"Os terroristas estão sempre a mudar de estratégia, e temos de nos adaptar", acrescentou.

O grupo 'jihadista' Boko Haram matou pelo menos 15.000 pessoas desde 2009 e deixou mais de 1,5 milhões sem casa.

A recente série de ataques do Boko Haram a civis ocorre depois de uma coligação de quatro países -- Nigéria, Níger, Chade e Camarões -- ter expulsado combatentes do grupo de território que havia conquistado desde o início deste ano.

Lusa

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