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Agricultores e Governo tailandês em guerra por água

Centenas de agricultores tailandeses desafiaram a proibição de uso da água do rio Chao Phraya nos campos de cultivo, após o Governo ter advertido que a prioridade é o consumo face à seca, informam hoje os ''media'' locais.

© Chaiwat Subprasom / Reuters

Muitos instalaram junto ao rio ou canais adjacentes bombas para extrair água para regar as colheitas, a maioria de arroz, em várias províncias da região central do país, refere o Bangkok Post.

As autoridades reduziram, na quinta-feira, o volume de águas das descargas de quatro barragens no rio Chao Phraya de 28 para 18 milhões de metros cúbicos diários, alertando os agricultores para que se abstivessem de usar água face ao cenário de escassez.

A época de monções, que começa em março e termina em novembro em grande parte da Tailândia, não trouxe a chuva necessária, pelo que muitas colheitas não amadureceram ou perderam-se.

Chinnakorn Kriangyakul, chefe de uma aldeia da província de Nakhon Sawan, assinalou que os agricultores precisavam da água para não perder as colheitas e que o Governo prometeu anteriormente que poderiam utilizá-la depois de maio último.

Sete das 67 províncias da Tailândia encontram-se numa situação de emergência devido à escassez da chuva, havendo restrições ao uso de água num terço do país.

Na segunda-feira, as autoridades aprovaram um plano de empréstimos de 60.000 milhões de baht (1.600 milhões de euros) para minimizar as dificuldades dos arrozeiros afetados pela seca.

Segundo o Ministério das Finanças, o Produto Interno Bruto (PIB) da Tailândia deve recuar 0,52% este ano devido à queda das colheitas causada pela falta de àgua, esperando um crescimento global de 3%.

Lusa

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