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Viagem à Jordânia do jovem que matou quatro 'marines' está a ser investigada

O atirador solitário que na quinta-feira matou quatro militares nos Estados Unidos, antes de ser abatido, efetuou uma viagem à Jordânia que está a ser investigada.

© Tami Chappell / Reuters

As autoridades, que não excluem a hipótese de um ato de "terrorismo interno", tentam reconstituir o percurso de Mohammad Yussuf Abdulazeez, o autor dos disparos e já identificado pela polícia federal.

O jovem, de 24 anos, aparentemente sem história e que vivia num subúrbio calmo de Chattanooga (estado do Tennessee, sul dos Estados Unidos), viajou para a Jordânia, indicou uma fonte próxima do dossiê à agência France Presse, confirmando as informações que surgiram na imprensa norte-americana.

"No ano passado esteve [na Jordânia] durante cerca de sete meses", informou hoje o New York Times ao citar um alto responsável pelos serviços de informações.

Os investigadores estão a analisar os dados do computador, telefones e contas nas redes sociais para tentar detetar um eventual contacto com organizações terroristas quando se deslocou ao país do Médio Oriente, prosseguiu o jornal.

Antigo estudante da universidade do Tennessee e diplomado em Engenharia, terá aberto um blogue que não demonstrava radicalização nem continha ameaças.

"A vida é curta e amarga" e os muçulmanos não deveriam "perder a oportunidade de se submeteram a Alá", escreveu recentemente segundo a organização norte-americana SITE.

No anuário do seu liceu, tinha igualmente deixado um comentário: "O meu nome desencadeia alertas na segurança nacional. E o vosso?". Apenas teve um incidente com a polícia, quando foi detido em abril por conduzir em estado de embriaguez.

Na manhã de quinta-feira, o jordano nascido no Kuwait e naturalizado norte-americano, atacou primeiro um gabinete de recrutamento dos 'marines', antes de se dirigir para um centro de reservistas.

Entre os quatro 'marines' mortos inclui-se o sargento Thomas Sullivan, que participou em duas missões no Iraque, onde foi ferido.

O ataque fez ainda três feridos, um instrutor dos Marines, outro militar e um polícia.

Lusa

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