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Três soldados egípcios mortos em ataque da rebelião islamita no Sinai

Três soldados egípcios foram hoje mortos num ataque com lança-granadas contra um posto de controlo militar na península do Sinai, anunciou o exército em comunicado.

O ramo egípcio do grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque em comunicado difundido nas redes sociais.

Antes, o comando militar egípcio tinha anunciado a morte de 20 islamitas numa operação onde foi destruído um edifício e dois camiões.

Na quinta-feira, o ramo egípcio do grupo EI disse ter atacado "com mísseis" uma fragata da marinha ao largo da península do Sinai, no primeiro atentado do género desde o início, em 2013, da rebelião 'jihadista' no país.

As Forças armadas reconheceram que um navio da marinha foi atingido no decurso de combates, mas assegurou não se registaram vítimas. Pelo contrário, a formação islamita reivindicou a morte de toda a tripulação.

Os atentados multiplicaram-se no Egito desde a destituição pelos militares, em julho do 2013, do presidente Mohamed Morsi, apoiado pela Irmandade Muçulmana. Centenas de polícias e soldados, em particular no norte do Sinai, foram mortos desde o início da rebelião.

Os 'jihadistas' afirmam reagir em represália à sangrenta repressão sobre os partidários do ex-presidente, que já provocou pelo menos 1.500 mortos, na maioria manifestantes islamitas, milhares de feridos e dezenas de milhares de detenções. Muitas centenas de presos, incluindo a cúpula da Irmandade, foram condenados à morte em processos sumários, apesar de alguns tribunais já terem ordenado novos processos judiciais.

Lusa

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