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Rússia apresenta resolução alternativa à investigação ao avião da Malaysia Airlines abatido

A Rússia anunciou hoje ter apresentado uma resolução da ONU alternativa sobre o caso do avião MH17 da Malaysia Airlines abatido sobre o leste da Ucrânia, que se opõe à criação de um tribunal para julgar os responsáveis.

© MAXIM ZMEYEV / Reuters

A Holanda, de onde era natural a maioria das 298 pessoas mortas no desastre ocorrido em julho de 2014, está a trabalhar juntamente com a Malásia e outros países para criar um tribunal internacional.

Um projeto de resolução apresentado pela Malásia apela à criação do tribunal, ao abrigo do Capítulo 7.º da Carta das Nações Unidas, o que significa que os esforços para julgar os responsáveis podem ser acompanhados de sanções.

Mas a Rússia opõe-se à criação de um tribunal. O seu embaixador na ONU, Vitaly Churkin, disse hoje à imprensa que Moscovo redigiu uma resolução alternativa.

"Apresentámos o nosso próprio projeto", afirmou Churkin, acrescentando que a Rússia iniciará ainda hoje consultas à porta fechada sobre a resolução.

"Pensamos que isso não está previsto na Carta da ONU. Não se prevê que o Conselho de Segurança lide com questões como esta", observou.

"A nossa sugestão é um tipo de sugestão diferente", comentou, sem fornecer mais pormenores sobre o texto russo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, declarou na semana passada que criar um tribunal internacional seria contraproducente.

Um diplomata do Conselho de Segurança disse à agência de notícias francesa, AFP, que os apoiantes do tribunal vão submeter a sua resolução a votação em "meados da próxima semana".

A Rússia tem direito de veto e pode bloquear a iniciativa.

Investigadores holandeses estão a liderar uma investigação internacional sobre o abate do voo entre Amesterdão e Kuala-Lumpur, e espera-se que divulguem um relatório final no início de outubro.

A Ucrânia e muitos Estados ocidentais têm acusado os separatistas pró-russos de terem abatido o avião, afirmando que estes poderão ter utilizado um míssil terra-ar fornecido pela Rússia.

A Rússia e os rebeldes ucranianos negam qualquer responsabilidade no acidente e apontam o dedo às Forças Armadas ucranianas.