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Ministro francês dos Negócios Estrangeiros visita Irão na próxima semana

O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, anunciou hoje que vai visitar o Irão "na próxima semana", onde se encontrará com o Presidente Hassan Rohani, após a conclusão do acordo histórico sobre o programa nuclear de Teerão.

© Leonhard Foeger / Reuters

"Estarei lá na próxima semana", declarou o ministro à rádio France International.

Segundo a sua comitiva, a visita está prevista para dia 29 de julho.

"O meu colega iraniano (Mohammad Javad) Zarif convidou-me. Já me tinha convidado antes, só que eu não tinha aceitado, mas agora acho que estão reunidas todas as condições", explicou o ministro francês.

Os representantes do Medef, a principal organização patronal francesa, deverão visitar o Irão "em setembro", indicou.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, na segunda-feira, o acordo nuclear assinado seis dias antes (a 14 de julho) pelo Irão e pelas grandes potências, abrindo caminho para o levantamento das sanções internacionais que vigoram desde 2006 sobre a República Islâmica.

Esta perspetiva "atiça os apetites económicos" dos ocidentais para o mercado iraniano, noticia a agência francesa AFP.

Na segunda-feira, o ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, acompanhado da vice-chanceler, foi o primeiro dirigente ocidental a visitar Teerão depois da conclusão do acordo nuclear, com o objetivo de reforçar as relações económicas entre a Alemanha e o Irão.

Com mais de 80 milhões de habitantes, o mercado iraniano representa um grande interesse para as empresas francesas, como as construtoras automóveis PSA Peugeot, Citroen e Renault, e para a petrolífera Total.

Sob o efeito das sanções que visam a República Islâmica, a França viu as suas trocas comerciais com Irão cairem para 500 milhões de euros em 2013, um valor oito vezes inferior ao registado em 2004, de acordo com um relatório do Senado francês.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, a China e a Coreia do Sul são os principais fornecedores do Irão, enquanto a França fica na sétima posição, atrás da Alemanha e da Itália, em termos de países europeus.

Lusa

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