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Presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez acusados pela Procuradoria brasileira

Os presidentes das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez foram acusados formalmente pelo Ministério Público Federal do Brasil, por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras, divulgou hoje a Procuradoria, em conferência de imprensa.

© Paulo Whitaker / Reuters

Ao todo, 22 pessoas foram acusadas formalmente pela Procuradoria brasileira, entre elas supostos operadores dos pagamentos, ex-diretores e funcionários da Petrobras, antigos políticos, executivos das construtoras e os presidentes Marcelo Odebrecht, da empresa com o mesmo nome, e Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez.

A Odebrecht é a maior construtora brasileira e lidera projetos de infraestruturas também em Portugal, Angola, Moçambique e Guiné Equatorial.

A Andrade Gutierrez dirige igualmente obras em países lusófonos e está entre os principais acionistas da operadora de telecomunicações Oi, que anunciou um processo de fusão com a Portugal Telecom em 2013.

O procurador da República Deltan Dallagnol afirmou, em conferência de imprensa, que as construtoras combinavam resultados de adjudicações e pagavam subornos sobre contratos, além de participarem num esquema de branqueamento de capitais, usando empresas subsidiárias, "offshores" e contas secretas no exterior.

A Procuradoria informou que a Andrade Gutierrez movimentou, em atos de corrupção, 243 milhões de reais (66 milhões de euros) e a Odebrecht, 389 milhões de reais (105,6 milhões de euros).

Dallagnol realçou que a Operação Lava Jato, iniciada em março de 2014, resultou até agora na acusação criminal de 125 pessoas, entre elas 35 empresários ou executivos de empresas, 16 suspeitos de serem operadores dos pagamentos, 39 pessoas ligadas aos operadores, oito executivos da Petrobras, ou ligados à petrolífera, 11 funcionários públicos, quatro ex-políticos e dez pessoas vinculadas aos ex-políticos mencionados.

O valor já restituído aos cofres públicos brasileiros é de 870 milhões de reais (236 milhões de euros), entre eles 385 milhões de reais (104,5 milhões de euros), que se encontravam dispersos por contas bancárias no exterior.

Lusa

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