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Três partidos comunistas proibidos de concorrer a eleições autárquicas na Ucrânia

O Ministério da Justiça ucraniano proibiu três partidos comunistas de concorrer às próximas eleições autárquicas no país, declarou hoje o ministro Pavlo Petrenko, citado pela emissora Radio Free Europe.

© Francois Lenoir / Reuters

O Partido Comunista da Ucrânia (KPU), o Partido Comunista dos Trabalhadores e Camponeses Ucranianos (KPRS) e o Partido Comunista da Ucrânia Reformado (KPU-O) não poderão assim participar nas eleições locais agendadas para 25 outubro deste ano.

O ministro acrescentou que irá apresentar à justiça uma proposta para banir formalmente os partidos.

Segundo a Radio Free Europe, financiada pelo governo norte-americano, o Partido Comunista Ucraniano (KPU) tem sido uma força importante na política do país, alcançando 13% dos votos nas eleições parlamentares de 2012.

A popularidade do partido afundou após o seu apoio ao ex-Presidente Viktor Yanukovych, derrubado em fevereiro de 2014 por protestos pró-europeus.

Nas eleições parlamentares de outubro de 2014, o KPU obteve menos de 4% dos votos.

A Ucrânia aprovou várias leis em abril banindo o uso de símbolos da era soviética e denunciando a ideologia comunista, aplicando o mesmo tratamento legal aos símbolos e ideologia nazi.

O líder do Partido Comunista da Ucrânia, Petro Symonenko, respondeu à proibição afirmando que o seu partido planeia participar nas eleições, apesar da decisão ministerial.

A decisão foi caraterizada pelo líder do Partido Comunista Russo, Gennady Zyuganov, como sendo "pura arbitrariedade e uma retaliação contra oponentes políticos".

Após a remoção de Viktor Yanukovych do poder, foram organizadas eleições locais antecipadas em 2014, que devido à instabilidade do país não puderam ser realizadas em todas as regiões do país.

As eleições de outubro deverão ser realizadas em todas as regiões administradas pelo governo ucraniano, excluindo a região da Crimeia, entretanto anexada pela Rússia, e as áreas das regiões de Donetsk e Lugansk ocupadas por separatistas pró-russos em conflito com o governo central.

Lusa

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