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Rei da Arábia Saudita chega a França para férias envoltas em polémica

O rei Salman, da Arábia Saudita, chega hoje à Riviera francesa para três semanas de férias, com o encerramento da praia em frente à sua casa de campo a causar polémica entre os habitantes locais.

A visita do rei, com uma comitiva de cerca de 1.000 pessoas, vai favorecer a economia local, mas o encerramento da praia pública, com a concordância das autoridades, para a privacidade e a segurança da comitiva real provocou o descontentamento dos habitantes locais.

As autoridades encerraram hoje de manhã uma faixa de cerca de um quilómetro em redor da praia para impedir a ocupação da área.

A proibição de aproximação pelo mar a menos de 300 metros da casa de campo também entrou hoje em vigor.

O rei Salman deve chegar de avião privado hoje à tarde ao aeroporto de Nice e segue diretamente para a casa privada em Vallauris, na Riviera, entre Antibes e Marselha.

O círculo íntimo do rei será colocado na casa de campo privada da família, enquanto cerca de 700 outros membros da comitiva serão acomodados em hotéis de luxo em Cannes.

Centenas de outros sauditas seguem o rei nas férias - como é tradição --, aumentando o número de cidadãos sauditas que inundam os 'resorts' das praias do sul da França.

Para Michel Chevillon, presidente de uma associação que representa os gerentes de hotel em Cannes, esta é uma boa notícia porque, "são pessoas com grande poder de compra que irão animar não só a indústria hoteleira de luxo, mas também o setor de turismo da cidade".

No entanto, mais de 100.000 pessoas assinaram uma petição que protesta contra a "privatização" da praia em frente da casa de campo do rei saudita e o descontentamento aumentou devido aos trabalhos de construção ilegal na casa de campo.

Trabalhadores tentaram instalar uma cerca para fechar o acesso à praia durante a estadia do rei, mas as autoridades locais impediram e foi retirado um passadiço de metal aparafusado aos penhascos, sobre os quais a casa está construída.

Uma plataforma de cimento foi também construída na praia para um elevador entre a praia e a casa, com a autorização das autoridades, desde que o elevador seja removido após a visita.

"Estamos doentes e cansados com esta brincadeira", disse uma habitante, antes da visita.

"Eu percebo que tenham de garantir a segurança, mas deveriam deixar-nos ir dar um mergulho", acrescentou.

Lusa

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