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Merkel pede a Ancara para manter processo de paz com os curdos

A chanceler alemã, Angela Merkel, garantiu hoje ao primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, apoio na luta contra o terrorismo e exortou-o a "não desistir do processo de paz com os curdos apesar das dificuldades".

© Axel Schmidt / Reuters

Merkel telefonou a Davutoglu depois de caças turcos terem atacado posições da guerrilha curda no norte do Iraque e de o partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ter anunciado o fim de um cessar-fogo que mantinha há dois anos.

O governo alemão assinalou, em comunicado, que o primeiro-ministro turco explicou à chanceler os avanços na luta contra o terrorismo após um atentado na cidade de Suruç, perto da fronteira síria, atribuído ao movimento Estado Islâmico, que provocou pelo menos 32 mortos e cerca de 100 feridos entre apoiantes da causa curda. Ao atentado seguiram-se outros ataques contra forças de segurança turcas.

A comunidade curda da Turquia acusa o governo de apoiar os 'jihadistas', o que Ancara desmente.

Merkel garantiu a Davutoglu "a solidariedade e apoio" da Alemanha na luta contra o terrorismo e pediu-lhe para respeitar "o princípio da proporcionalidade na aplicação das medidas necessárias".

Neste contexto, a chanceler alemã instou o dirigente turco a manter o processo de paz com os curdos, aparentemente interrompido depois dos bombardeamentos de Ancara a posições do PKK e de um atentado registado no sábado à noite na província de Diyarbakir, uma região maioritariamente curda no sul da Turquia.

O atentado, que provocou a morte de dois soldados turcos e feriu quatro, foi atribuído por Ancara à guerrilha curda e foi entretanto reivindicado pelo movimento separatista curdo.

Merkel e Davutoglu concordaram que os ministérios da Defesa e dos Negócios Estrangeiros dos dois países devem manter contactos e reforçar a cooperação na luta contra o terrorismo 'jihadista' e na forma de enfrentar a situação dos refugiados.

Paralelamente aos ataques a bases do PKK, a Turquia anunciou no sábado ter intensificado a luta contra o Estado Islâmico, bombardeando posições 'jihadistas' no norte da Síria.

Lusa

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