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Putin lamenta falta de "independência" da Europa face aos Estados Unidos

O Presidente russo Vladimir Putin lamentou esta segunda-feira a falta de "independência" da Europa face aos Estados Unidos, numa entrevista à radiotelevisão suíça (RTS), em linha a partir de hoje na sua página na Internet.

Putin critica o papel desempenhado pelos Estados Unidos na corrida aos armamentos e a sua ação contra a FIFA, que considerou "inaceitável".

Putin critica o papel desempenhado pelos Estados Unidos na corrida aos armamentos e a sua ação contra a FIFA, que considerou "inaceitável".

© RIA Novosti / Reuters

Interrogado sobre a eventualidade de uma nova guerra na Europa, Putin disse "esperar que não", acrescentando que gostaria "que a Europa manifestasse de forma mais incisiva a sua independência e a sua soberania".

Em relação à França, e às suas ligações com a NATO, o Presidente russo acrescentou que "é um pouco curioso termos de ir a Washington para discutir assuntos internos com os nossos parceiros europeus".

Neste entrevista concedida à RTS no sábado em São Petersburgo, Putin também critica o papel desempenhado pelos Estados Unidos na corrida aos armamentos, e a sua ação contra a FIFA, que considerou "inaceitável". Em 2018, a Rússia acolhe o Campeonato do Mundo de futebol.

"O relançamento" da corrida aos armamentos "tem origem na saída unilateral dos Estados Unidos do tratado antimísseis balísticos. Este tratado era a pedra angular de todo o sistema de segurança internacional", assinalou.

Numa referência ao escândalo que abalou a FIFA, desencadeado pelos Estados Unidos, Vladimir Putin acusou Washington de atuar de acordo com os seus interesses.

"Os Estados Unidos, julgo saber, eram candidatos para receber o campeonato do mundo em 2022. Os seus aliados mais próximos na Europa, o Reino Unido, eram candidatos para 2018. E esta luta contra a corrupção, da forma como foi conduzida, leva-me a pensar se não terá sido uma continuação da disputa pelo campeonato do mundo de 2018 e 2022", disse.

"Em qualquer caso, um país, seja grande ou pequeno, não pode passear-se pelo mundo e interpelar quem entender, e trazê-lo para as suas prisões", acrescentou.

A pedido dos Estados Unidos, que desencadeou contra os suspeitos um processo judicial por corrupção, sete altos funcionários da FIFA foram interpelados em maio na cidade suíça de Zurique e colocados sob detenção.

Interrogado ainda sobre a ascensão dos partidos de extrema-direita na Europa, com alguns dos seus líderes a elogiarem a política do Kremlin, Putin respondeu: "No mundo e nos países europeus observamos alterações tectónicas na opinião pública. E que vão no sentido de uma crescente defesa dos interesses nacionais".

Lusa

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