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Não há perdão presidencial para Snowden, diz a Casa Branca

A Casa Branca rejeitou hoje uma petição assinada por 167.954 pessoas de perdão incondicional para Edward Snowden, ex-consultor da Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA) que desvendou as reais dimensões da rede de espionagem eletrónica dos Estados Unidos.

© Mark Blinch / Reuters

Edward Snowden "deve regressar aos Estados Unidos para ser julgado pelos seus pares, e não esconder-se por detrás de um regime autoritário. Até agora, está a fugir às consequências dos seus atos", declarou Lisa Monaco, a conselheira do Presidente, Barack Obama, em matéria de segurança interna e luta contra o terrorismo, em resposta à petição.

Formalmente acusado de espionagem nos Estados Unidos, o informático, que se refugiou na Rússia, poderá incorrer numa pena de até 30 anos de prisão no seu país, depois de ter furtado um grande número de documentos secretos quando trabalhou na NSA, uma das agências de informações mais secretas dos Estados Unidos, especializada na interceção de comunicações eletrónicas.

Os documentos que Snowden enviou a alguns jornalistas revelavam programas de espionagem de uma dimensão até então totalmente desconhecida.

A recolha pela NSA de metadados das chamadas telefónicas, incluindo nos Estados Unidos, e sem qualquer controlo judicial, preocupou particularmente os defensores das liberdades individuais.

"O equilíbrio entre a nossa segurança e as liberdades civis que é exigido pelos nossos ideais e pela nossa Constituição merece um debate aprofundado, e que aqueles que desejam debatê-lo o façam aqui, no nosso país", sublinhou a conselheira presidencial norte-americana.

Lusa

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