sicnot

Perfil

Mundo

Cientistas e académicos pedem proibição de "robôs assassinos"

Milhares de cientistas e académicos, incluindo o astrofísico britânico Stephen Hawking, lançaram terça-feira um apelo para a proibição de armas ofensivas autónomas ou "robôs assassinos", alertando para o perigo de errarem alvos e serem usados por terroristas.

reuters

"As armas autónomas escolhem e acertam em alvos sem intervenção humana. Têm sido descritas como a terceira revolução na prática da guerra, após a pólvora e as armas nucleares", afirmam os signatários numa carta aberta publicada na abertura da Conferência Internacional sobre Inteligência Artificial, em Buenos Aires.

Os robôs assassinos, que podem tomar a decisão de matar sem controlo humano -- ao contrário dos 'drones' telecomandados que ainda precisam de intervenção humana -- estão a preocupar as Nações Unidas, os cientistas e as organizações de defesa dos direitos humanos.

Duas reuniões de peritos já foram realizadas em Genebra sobre o assunto como parte da Convenção da ONU sobre Certas Armas Convencionais.

"A tecnologia de inteligência artificial chegou a um ponto onde o desenvolvimento daqueles sistemas é, praticamente senão legalmente, possível nos próximos anos, mais do que nas próximas décadas", referem na carta aberta investigadores de professores de Harvard, Berkeley, Cambridge, Liège.

Toby Walsh, professor de Inteligência Artificial na Universidade New South Wales, na Austrália, e signatário do ato, afirmou que "todas as tecnologias podem ser utilizadas para o bem e para o mal".

Para o professor, o desenvolvimento da inteligência artificial deve ser feito, mas de maneira regulamentada, visto que as aplicações civis são múltiplas, e acompanhada de uma legislação restrita.

Toby Walsh salientou também que as empresas de armamento dos principais países desenvolvidos têm feito progressos consideráveis no desenvolvimento daquela tecnologia nas aplicações militares.

  • Michelle Obama partilhou momento de despedida da Casa Branca
    1:43
  • Artista que criou poster de Obama quer invadir EUA com símbolos de esperança

    Mundo

    Shepard Fairey - o artista por trás do tão conhecido cartaz vermelho e azul "Hope" de Barack Obama, durante a campanha eleitoral de 2008 nos EUA - produziu uma série de novas imagens a tempo da tomada de posse de Donald Trump, na sexta-feira. Agora, o artista e a sua equipa querem manifestar uma posição política com a campanha "We The People", contra as ideias que o Presidente eleito tem defendido.

  • Trabalhadores da saúde iniciam greve nacional

    País

    Trabalhadores da saúde estão esta sexta-feira a cumprir uma greve a nível nacional para reivindicar a admissão de novos profissionais, exigir a criação de carreiras e a aplicação das 35 horas semanais a todos os funcionários do setor.

  • Portugal a tremer de frio
    3:07

    País

    Portugal continua a registar temperaturas negativas, sobretudo no Norte do país. Em Trás-os-Montes, por exemplo, marcaram mínimas de 11 graus abaixo de zero e os termómetros desceram tanto que congelaram rios, canalizações de água e até aquecimentos de escolas. Mas nem tudo é mau pois os produtores falam em boa época para curar fumeiro.

  • Juiz brasileiro morto em acidente aéreo investigava corrupção na Petrobras
    1:28
  • Zoo da Indonésia acusado de querer matar ursos à fome

    Mundo

    Um grupo de ativistas da Indonésia acusa o Jardim Zoológico de Bandung de estar a matar à fome os seus animais, incluindo os ursos-do-sol, para ser fechado. Um vídeo recentemente publicado mostra os ursos, que aparecem muito magros e a implorar por comida.

  • Podem as plantas ver, ouvir e até reagir?

    Mundo

    Um professor de Ciências Vegetais da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, passou quatro décadas a investigar as relações entre vegetais e insetos. Na visão de Jack Schultz, as plantas são "como animais muito lentos", que conseguem ver, ouvir, cheirar e até têm comportamentos próprios.