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Norte-americano que matou o leão Cecil diz desconhecer que a caçada era ilegal

O norte-americano que admitiu ter morto Cecil, o leão mais famoso do Zimbabué, disse que o fez por estar convencido de que a caçada em que participava era legal e que tinha "todas as licenças" necessárias.

AP

"Que eu saiba, tudo relacionado com a viagem foi legal e gerido de forma adequada", salientou Walter James Palmer, dentista de profissão, num comunicado divulgado hoje por vários meios de comunicação norte-americanos e citado pela agência espanhola EFE.

Palmer, residente no estado norte-americano de Minnesota, sublinhou ainda que "não tinha ideia" da fama de Cecil, e que confiou na "experiência" dos guias profissionais para garantir uma "caçada legal".

"Lamento profundamente que o exercício de uma atividade que amo e pratico de forma responsável e legal tenha levado à morte deste leão", conclui.

Segundo a Força Especial para a Conservação do Zimbabué (ZCTF), Palmer participou no passado dia 06 de julho numa caçada noturna no Parque Nacional de Hwange, no oeste do país.

"Palmer disparou contra Cecil com um arco e uma flecha, mas o disparo não o matou", explicou o presidente da ZCTF, Johnny Rodrigues, a órgãos de comunicação locais citados pela EFE.

"Seguiram-no até o voltar a encontrar, 40 horas depois, e abateram-no com uma arma de fogo", acrescenta o conservacionista.

O animal foi depois esfolado e decapitado para obter troféus de caça, e os restos da sua carcaça abandonados no local.

A morte de Cecil provocou uma onda de indignação internacional, e reavivou os apelos para que a caça de leões seja proibida no país africano.

O caçador profissional Theo Bronkhorst, que liderou a caçada, e o agricultor Honesto Ndlovu, dono das terras onde o leão foi abatido, deverão comparecer hoje a tribunal na cidade turística de Victoria Falls, acusados de caça furtiva.

Walter James Palmer é agora procurado pela polícia do Zimbabué, mas não se sabe se já terá voltado aos Estados Unidos.

Lusa

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