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OLP acusa Israel de "crime de guerra" com novos colonatos na Cisjordânia

Uma dirigente da Organização de Libertação da Palestina (OLP) denunciou hoje "um crime de guerra", depois de Israel ter autorizado a "construção imediata" de 300 habitações na Cisjordânia.

Colonato judeu na Cisjordânia a ser destruído por ordem da Justiça israelita.

Colonato judeu na Cisjordânia a ser destruído por ordem da Justiça israelita.

© Mohamad Torokman / Reuters

"Estas medidas de colonização e crimes de guerra fazem parte de um plano dos dirigentes israelitas para impor a 'Grande Israel' na Palestina histórica e destruir a solução de dois Estados e a hipótese de paz", acusou Hanane Achraui.

A dirigente da OLP "condenou a louca escalada da colonização do governo extremista" de Benjamin Netanyahu.

"Após consultas, foi autorizada a construção imediata de 300 habitações em Beit El", na Cisjordânia, indicou um comunicado do gabinete do primeiro-ministro israelita.

No mesmo documento é anunciado também "o planeamento" de mais de 500 habitações em Jerusalém Oriental, parte palestiniana da cidade.

Netanyahu "autorizou o planeamento de 115 habitações em Pisgat Zeev, 300 em Ramot, 70 em Guilo e 19 em Har Homa", bairros de colonos na parte da cidade ocupada e anexada por Israel desde 1967, indicou.

Perto de 400 mil colonos israelitas vivem atualmente na Cisjordânia ocupada e, dez anos depois da retirada unilateral israelita da Faixa de Gaza, uma maioria dos israelitas defende o reinício da colonização de Gaza.

Lusa

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