sicnot

Perfil

Mundo

Justiça japonesa vai julgar três ex-responsáveis da empresa gestora de Fukushima

Três antigos dirigentes da empresa gestora da central nuclear de Fukushima vão ser julgados por responsabilidade no acidente de 2011, anunciaram hoje os queixosos.

© Issei Kato / Reuters

O ex-presidente do conselho de administração do grupo na altura do desastre Tsunehisa Katsumata (75 anos) e dois vice-diretores executivos, Sakae Muto (65) e Ichiro Takehuro (69), devem ser julgados, decidiu um painel de cidadãos, na sequência de um processo que se prolongou por meses.

Esta decisão inverte o precedente da justiça nipónica que, em janeiro, considerou "não existirem provas suficientes para concluir que (os três responsáveis) podiam prever ou evitar" o acidente nuclear em Fukushima, na sequência do maremoto de 11 de março de 2011, na costa leste da península de Oshika, na região de Tohoku.

A resposta anterior da justiça nipónica referia-se a um pedido de uma primeira comissão jurídica independente, composta por cidadãos, apresentado em julho passado, em relação ao julgamento destes três responsáveis da Tokyo Electric Power (TEPCO) por não terem tomado, a montante, as medidas necessárias para evitar que o maremoto atingisse e destruísse a central nuclear.

Um segundo painel, com a mesma composição, reviu o dossiê e concluiu a favor de um julgamento dos três ex-dirigentes.

Os ativistas e residentes da zona da central acidente pediram às autoridades o julgamento de três dezenas de responsáveis da TEPCO por não terem tomado as medidas necessárias para proteger o local contra um maremoto, mas ninguém foi acusado até ao momento.

Na sequência do acidente nuclear, o pior desde da explosão da central ucraniana de Chernobil, em 1986, mais de 110 mil residentes foram retirados da zona de exclusão de 20 quilómetros em redor de Fukushima.

Mais de 13 mil pessoas morreram e cerca de 16 mil desapareceram no maremoto.

Lusa

  • "O que é isto, mamã?"
    36:23
  • O ensino à distância em Portugal
    4:12

    País

    Em Portugal, o ensino básico e secundário à distância já conta com 300 alunos e com a preciosa ajuda das novas tecnologias. É através do computador que a escola viaja e acompanha os alunos, alguns com doenças que não os permitem ir às aulas, outros que são atletas de alta competição e que têm a maior parte do tempo ocupado por treinos ou ainda os que fazem parte de famílias itenerantes, como é o caso dos que vivem no circo e andam de terra em terra.

  • Aprender a jogar badminton ao ritmo do samba
    2:54

    Mundo

    No Brasil, a correspondente da SIC foi conhecer um projeto social no Rio de Janeiro que mistura samba e desporto. Um desporto que ainda é pouco praticado mas que tem sido fundamental para transformar a vida de jovens das favelas e para descobrir novos talentos do badminton brasileiro.

    Correspondente SIC