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Seca no sul de Moçambique atinge 138 mil pessoas

A seca que assola o sul de Moçambique afeta 138 mil pessoas em Inhambane e Gaza e só nesta província o Governo local precisa de 25 milhões de meticais (591 mil euros) para mitigar o impacto desta calamidade.

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O número de pessoas atingidas pela seca, avançados à Lusa pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), concentra-se sobretudo em seis distritos de Gaza: Chicualacuala, Chigubo, Guijá, Massangir, Massangena e Mabalane.

No distrito de Chigubo, mais de 2.500 famílias foram afetadas pela seca e cerca de 5.000 cabeças de gado foram dadas como perdidas.

Em Guijá, distrito vizinho de Chigubo, 23.472 mil pessoas encontram-se em risco de insegurança alimentar, cerca de um quarto da sua população.

"A situação é preocupante por aqui. As populações que dependem da atividade agrícola ficaram seriamente afetadas pela seca", disse à Lusa Domingos Matabel, secretário permanente do distrito de Guijá.

A maior parte da população de Guijá, a sul da província de Gaza, tem na agricultura e na pecuária a base da sua sobrevivência, duas atividades que sem água não existem.

De acordo com o secretário-permanente de Guijá, dos quatro postos administrativos do distrito, o mais afetado pela seca é Nalazi, com cerca de 12 mil habitantes, situado a cerca de 70 quilómetros da sede distrital.

"O ponto que mais nos preocupa é Nalazi, na medida em que as populações não têm meios alternativos", lamentou Domingos Matabel.

Com a estiagem, os campos secaram e as populações são obrigadas a percorrer mais de oito quilómetros em busca de água e, em muitos casos, devido à distância, as pessoas preferem beber a água suja que resta das lagoas e das represas, partilhando-a com os animais, um iminente risco para a saúde das comunidades.

Como forma de fazer face à situação, o governo local está a levar a cabo um projeto de construção de sistemas de abastecimento multifuncional, no quadro da implementação do Plano Local de Adaptação a Mudanças Climáticas, e que vai distribuir água para o consumo e também para o agricultura e pecuária, usando painéis solares.

A porta-voz do INGC, Rita Almeida, disse à Lusa que o objetivo do Governo consiste na expansão do sistema multifuncional por toda província, como forma de responder às necessidades da população afetada pela seca.

O executivo moçambicano já disponibilizou cerca dez milhões de meticais (236 mil euros) para a construção destes sistemas, além de ter enviado 22 tanques de água para aquela região de Moçambique.

Só Gaza precisa de 25 milhões de meticais (591 mil euros) para enfrentar a seca, de acordo com a governadora da província, Stela Pinto, falando durante a visita, no passado fim de semana, do primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, à região.

Na sequência da visita do primeiro-ministro a Gaza, o Governo mandou reunir o Conselho Técnico de Emergência de Moçambique para responder a esta crise.

Após um período de cheias no centro e norte do país, no início do ano, Moçambique volta a ser afetado por calamidades, através desta seca que está a atingir as províncias do sul, colocando em causa a atividade agrícola, base de subsistência das populações nas zonas mais recônditas, onde vive a maior parte dos moçambicanos.

Lusa

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