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Suspeitos da morte do bebé queimado por israelitas podem ser detidos sem acusação

O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, autorizou hoje a detenção administrativa, geralmente reservada aos palestinianos, de extremistas judeus no âmbito do caso do bebé queimado vivo durante um incêndio na Cisjordânia.

© Abed Omar Qusini / Reuters

A detenção administrativa permite deter suspeitos sem acusação nem julgamento por períodos de seis meses, renováveis indefinidamente.

Com a revelação do incêndio posto que matou Ali Saad Dawabsha, um bebé de ano e meio de idade, durante a noite, enquanto dormia na casa da sua família, em Duma, levou o ministro da Defesa a avançar com esta medida.

O ataque, que ocorreu no norte da Cisjordânia ocupada, atingiu também os pais e o irmão de quatro anos de Ali Saad Dawabsha, que estão entre a vida e a morte.

Até ao momento ainda não foi detido nenhum suspeito, sabendo-se apenas que os responsáveis pintaram na fachada de uma das casas atacadas a palavra "vingança" em hebraico.

A decisão de avançar com uma detenção administrativa dos alegados autores deste fogo poderá ser uma forma de dar tempo aos investigadores para reunir provas suficientes para julgar os suspeitos, segundo têm dito os média locais citados agora pela agência de notícias France Presse (AFP).

Hoje de manhã e pelo terceiro dia consecutivo desde o incêndio de sexta-feira, voltaram a registar-se confrontos entre palestinianos e israelitas.

Segundo um fotógrafo da AFP, as agressões ocorreram em Jerusalém, na Esplanada das Mesquitas, levando a polícia a fechar vários acessos e a controlar dezenas de muçulmanos que empunhavam fotos do bebé morto, numa manifestação marcada pela presença de muitas mulheres.

O Monte do Templo (ou Esplanada das Mesquitas) está localizado na Cidade Velha de Jerusalém e é regularmente palco de confrontos.

Lusa

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