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Guerrilha do PKK reivindica ataque suicida contra polícia militarizada turca

A guerrilha do interdito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) reivindicou hoje o atentado suicida contra uma caserna da polícia militarizada turca no leste do país, que disse ser uma represália pelo alegado bombardeamento de uma aldeia civil.

© Umit Bektas / Reuters

O ataque com um trator armadilhado, no domingo de manhã perto da cidade de Dogubayazit, "foi realizado para vingar o massacre de Zerkal", uma localidade no norte do Iraque próxima da zona de refúgio dos rebeldes, indicou num comunicado o braço armado do PKK.

O movimento divulgou o nome, Andok Eris, e uma fotografia do "mártir" que realizou a operação, com o rosto tapado com um lenço e a pousar diante da bandeira do PKK.

A guerrilha disse que o ataque causou mais de 50 mortos nas fileiras das forças da ordem, enquanto um balanço oficial turco indicou dois soldados mortos e 31 feridos, quatro dos quais com gravidade.

Fontes curdas informaram que 10 civis, incluindo "várias crianças", foram mortos e 15 ficaram feridos em bombardeamentos da aviação turca durante o fim de semana nos arredores da localidade de Zerkal. O exército, por seu turno, desmentiu ter atingido uma zona habitada.

Os media turcos assinalaram hoje vários novos ataques atribuídos ao PKK, incluindo de um hospital e de uma caravana militar no leste do país, que não teriam causado vítimas.

Confrontos entre a guerrilha e as forças da ordem terão igualmente ocorrido durante o fim de semana na província de Gumushane, perto do mar Negro, onde os rebeldes estão pouco presentes habitualmente.

As autoridades fecharam ainda hoje uma autoestrada no leste no país "para evitar ataques terroristas".

A rebelião do PKK em defesa dos direitos da minoria curda causou milhares de mortos desde o seu início há mais de 30 anos. A luta atual deixou de rastos um cessar-fogo acordado em 2013.

Lusa

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