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Paquistão executou Shafqat Hussain apesar das críticas da ONU

O Paquistão executou hoje Shafqat Hussain, que foi condenado à pena capital ainda em adolescente, apesar das objeções manifestadas por parte de organizações de defesa de direitos humanos e das Nações Unidas.

A mãe de Shafqat Hussain mostra uma foto do filho em Março de 2015.

A mãe de Shafqat Hussain mostra uma foto do filho em Março de 2015.

Shafqat Hussain foi enforcado pouco antes do amanhecer em Carachi por ter matado um rapaz de sete anos em 2004, informou o seu irmão e uma fonte do estabelecimento prisional à agência AFP.

O caso despertou a atenção da comunidade internacional depois de os advogados e familiares terem denunciado que Shafqat Hussain tinha apenas 15 anos à data dos factos e que confessou sob tortura.

Especialistas das Nações Unidas afirmaram que o julgamento não cumpre os padrões internacionais e instaram o Paquistão a investigar as alegações de que confessou sob tortura, bem como a sua idade.

O governo de Caxemira, a terra natal de Shafqat Hussain, apelou na noite de segunda-feira ao Presidente paquistanês, Mamnoon Hussain, para adiar a execução de modo a permitir a realização de uma investigação mais aprofundada ao caso, mas em vão.

"Shafqat Hussain foi enforcado 10 a 12 minutos antes das orações do amanhecer de hoje", informou uma fonte da prisão de Carachi, no sul do país, à agência noticiosa francesa, sob a condição de anonimato.

Gul Zaman, irmão do condenado, que permanecia preso há oito anos, confirmou a notícia.

O Paquistão enforcou aproximadamente 180 condenados desde o levantamento da moratória sobre a pena capital que estava em vigor desde 2008, determinado em dezembro último, após o massacre numa escola em Peshawar, no noroeste do país, em que morreram 154 pessoas, a maioria das quais crianças.

Inicialmente, o levantamento da moratória só foi aplicado a condenados por crimes de terrorismo, mas seria alargado a outros crimes.

Organizações defensoras dos direitos humanos, como a Amnistia Internacional ou a Human Rights Watch (HRW), estimam que cerca de 8.000 pessoas estejam no corredor da morte em prisões paquistanesas por um dos crimes que prevêem a pena capital, tais como assassínio, violação ou blasfémia.

Lusa

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