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Pelo menos 180 mortos e um milhão de desalojados na Índia devido às cheias

As chuvas torrenciais na Índia durante dias seguidos causaram cerca de 180 mortos e levaram à necessidade de abrigar em acampamentos para refugiados um milhão de pessoas, divulgaram as autoridades na terça-feira.

© Jitendra Prakash / Reuters

Os rios transbordaram e atingiram milhares de aldeias em zonas de Bengala Ocidental e do nordeste do Estado de Manipur, onde estradas e pontes foram cortadas e as comunicações interrompidas.

A maioria das mortes deveu-se a afogamento, embora quatro tenham morrido no desabamento de terras que soterrou uma aldeia junto da fronteira entre Manipur e Myanmar, onde as fortes chuvas associadas à monção causaram ainda outros estragos.

O número de mortos, conhecido na segunda-feira, aumentou de 120 para os 180 depois de se terem descoberto mais corpos em Bengala Ocidental e no oeste do Estado de Gujarate, onde o nível das águas recuou e permitiu que as pessoas voltassem para as suas casas.

"Perto de 1,2 milhões de pessoas encontram-se abrigadas em cerca de 1.600 campos para refugiados improvisados em escolas e outros edifícios governamentais", disse à agência noticiosa France Presse (AFP) o ministro de gestão de Riscos e Desastres, Javed Ahmad Khan, acrescentando que o transbordamento das águas das represas tinha agravado a inundação em Bengala Ocidental, cuja costa leste foi depois atingida na sexta-feira pelo ciclone Komen.

"O pior já passou. Agora é preciso concentrarmo-nos em providenciar ajuda e os melhores cuidados às pessoas desalojadas", salientou Gulab Singh, ministro de Gestão de Riscos e Desastres do Estado do Rajistão.

"Após terem recuperado quatro corpos", as equipas de salvamento continuavam a tentar resgatar pessoas em Manipur, depois do deslizamento de terras que atingiu a aldeia no sábado, disse o supervisor das operações, Jason Shimray.

A Índia, onde cerca de 80 por cento das chuvas anuais ocorre entre junho e setembro, enfrenta duras tragédias durante esta época do ano.

Lusa

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