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Corpo de Fangio exumado para testes de paternidade

O corpo do argentino Juan Manuel Fangio, cinco vezes campeão do Mundo de Fórmula 1, foi hoje exumado duas décadas após a sua morte para que se façam testes de paternidade em dois processos.

© STRINGER Argentina / Reuters

Dois homens levaram diferentes casos a tribunal alegando que Fangio era seu pai, reclamando, por isso, parte da herança que deixou a uma fundação e um museu com o seu nome.

Cumprindo as ordens de um tribunal de Buenos Aires, o corpo do antigo piloto foi removido do túmulo familiar e levado para a morgue para peritos forenses recolherem amostras do seu ADN.

Fangio morreu em 1995, com 84 anos, sem ter casado ou declarado algum filho: ainda assim, os seus biógrafos revelaram que manteve uma relação de duas décadas com uma mulher de nome Andrea Berruet.

Oscar Espinoza, filho de Andrea Burruet, que chegou a competir, enquanto júnior, no circuito europeu da Fórmula 3, foi um dos homens que reclamou a paternidade de Fangio, sendo o outro Ruben Vazquez.

Segundo o advogado de Espinoza, os resultados de ADN serão conhecidos no prazo de um a dois meses.

Fangio, que iniciou a carreira em 1948, teve o recorde de títulos na Fórmula 1 até 2003, quando o alemão Michael Schumacher o superou.

O lendário pelito argentino retirou-se em 1958 com 24 triunfos.

Lusa

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